Ricardo Horta e o interesse da Arábia Saudita: «Gosto de desafios e acho que estar no Braga dá-me esse desafio»

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Ricardo Horta fez a antevisão ao segundo embate entre Braga e Pancevo Zeleznicar para a 2.ª pré-eliminatória da Conference League.

Acompanhado por Carlos Vicens, Ricardo Horta também fez a antevisão ao segundo encontro entre Braga e Pancevo Zeleznicar. De relembrar que o Braga venceu o primeiro encontro entre as duas equipas por 1-0.

Podes ler todas as declarações do treinador dos arsenalistas aqui.

Ricardo Horta começou por dizer:

«Deu para ver na primeira mão que apanhámos uma equipa que sabia jogar, principalmente na sua saída de jogo. São jogadores com qualidade, que trocavam bem a bola e, em certos momentos do jogo, até sentimos alguma dificuldade nisso. Mas sinto que amanhã vai ser um jogo diferente, um jogo em nossa casa, onde temos de nos assumir e jogar com personalidade. Já não jogamos num sintético, jogamos no nosso campo, no relvado onde estamos mais habituados, com as bolas que são as nossas, e claro que isso vai trazer diferenças ao jogo. Por isso, amanhã queremos fazer um jogo com muita personalidade, mudar um bocadinho a imagem do jogo que tivemos lá, porque sabemos que não foi o nosso melhor jogo, e é isso que queremos».

Inquirido sobre se seria um erro o Braga pensar que a eliminatória já está resolvida pela vantagem de um golo e sobre como caracteriza o adversário, o capitão respondeu:

«Não vamos entrar com esse pensamento. Vamos entrar a querer ganhar o jogo como entramos em todos os jogos, ainda para mais numa eliminatória europeia. Sabemos que as equipas querem passar. Trazemos uma vantagem boa e positiva do jogo da Sérvia, mas claro que amanhã queremos entrar em jogo para ganhar, fazer muitos golos e melhorar o nosso jogo. Como disse há bocado, acho que vamos encontrar uma equipa que joga bem e que na sua construção é muito interessante, mas acho que com a nossa equipa e a nossa pressão podemos causar-lhes mais dificuldades do que as que causámos na Sérvia. Por isso, acho que amanhã vai ser um jogo um pouco diferente daquilo que aconteceu na Sérvia».

Relativamente ao seu maior sonho para esta nova temporada, o jogador afirmou:

«Não sei o que lhe diga, porque o meu pensamento é muito no dia a dia. O meu pensamento está no treino de hoje e no jogo de amanhã. Não quero alimentar-me de grandes sonhos ou estar aqui a fazer promessas que nunca saberei se vão acontecer ou não. Por isso, eu diria que o meu sonho neste momento é ganhar o jogo de amanhã».

Confrontado com a possibilidade de o arranque de temporada ser melhor do que o da época passada, tendo em conta a continuidade do plantel e da equipa técnica, o avançado apontou:

«Sim, claro que sim. Acho que isso se nota no seio do grupo e do clube; nota-se que já temos um processo consolidado do ano passado. O ano passado fizemos muitas coisas boas, o trabalho no geral acho que foi bem conseguido e este ano temos de iniciar esta temporada pegando nas coisas boas que fizemos o ano passado e ter, na minha opinião, alguma consistência nos jogos que fazemos. Acho que isso se nota no meio do grupo, mesmo nos treinos: a assimilação dos processos e das ideias é muito mais fácil este ano. Temos tudo para iniciar bem a época; já iniciámos com uma vitória e amanhã queremos dar seguimento».

Por fim, quando questionado sobre como encontra estímulos para continuar a evoluir após 11 anos no clube e como resiste ao assédio de outras propostas, Ricardo Horta explicou:

«O meu estímulo é a paixão que tenho pelo futebol. O futebol é a minha vida. O meu primeiro brinquedo foi uma bola, jogo futebol desde os 3 ou 4 anos e é isso que me motiva diariamente. Estando aqui no Braga, o meu estímulo é sempre fazer melhor do que na época passada, e acho que o clube também quer isso. Se o ano passado fiz 21 golos, se calhar este ano quero fazer 25. Esse é o meu estímulo: sempre melhorar e evoluir a cada dia. Sei que já não vou para novo, faço 32 anos daqui a um mês, mas sim, a minha paixão pelo futebol é o que me move. Sou muito competitivo, gosto de desafios e acho que estando no Braga, pela posição que o clube ocupa nacional e internacionalmente, dá-me esse desafio e é um gosto para mim».

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