Pedro Proença escolheu os canais próprios para reagir ao leak de áudios onde, entre outros, criticava árbitros. Presidente da FPF critica vazamento.
Pedro Proença reagiu, através da conta pessoal de Facebook, ao escândalo onde é protagonista. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol viu, nas últimas horas, áudios seus serem divulgados.
Nestes, Pedro Proença aparece a criticar árbitros, explica a relação com José Fontelas Gomes e aborda os processos judiciais ao Benfica. As conversas eram de foro privado que, o próprio confessa, se realizaram enquanto era candidato ao cargo institucional que agora ocupa.
Em comunicado, o dirigente e antigo árbitro adjetiva as conversas reveladas como «privadas, informais, truncadas, meticulosamente selecionadas, distorcidas, incompletas e descontextualizadas» e deixa uma promessa de resposta e um questionamento.
Pedro Proença questiona ainda «a intencional forma contextualmente deturpada com que são apresentadas mas também o timing da sua divulgação» e promete «acionar todos os meios legais à minha disposição contra quem, de forma ilegal e cobarde, contribuiu para a sua obtenção e posterior divulgação pública».
Recorde-se que, no seguimento do leak, houve diversas entidades e organizações a reagir, entre as quais a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF). Na manhã desta quarta-feira, Pedro Proença convocou José Borges, presidente da APAF, para uma reunião, bem como os árbitros nacionais que rejeitaram a sua presença.
Eis o comunicado de Pedro Proença na íntegra:
«Apesar da relutância – que penso dever ser comum a qualquer cidadão, independentemente da sua profissão, cargo ou estatuto – em comentar áudios que, além de obtidos e divulgados de forma ilegal e imoral, apresentam excertos de conversas privadas, informais, truncadas, meticulosamente selecionadas, distorcidas, incompletas e descontextualizadas, sinto ser meu dever prestar os seguintes esclarecimentos:
1 – As conversas agora vindas a público – repito, privadas, informais, truncadas, meticulosamente selecionadas, incompletas e descontextualizadas – foram mantidas há mais de dois anos, num contexto pré-eleitoral, com todos os Clubes do Futebol Profissional e todos os restantes stakeholders do Futebol Português, em reuniões nas quais me apresentei, única e exclusivamente, como candidato às eleições para a Federação Portuguesa de Futebol;
2 – Nessas reuniões, mantidas nesse contexto muito específico, foram abordadas diversas matérias relevantes para o futuro do Futebol Português, entre as quais a arbitragem, a disciplina ou a equipa que me acompanharia caso o meu projeto fosse escolhido pelos Sócios Ordinários da Federação Portuguesa de Futebol. Entre muitos outros temas. Trataram-se de reflexões conjuntas que ficaram, de resto, explanadas no Programa Eleitoral com que me apresentei ao ato eleitoral para a FPF e que estão hoje em implementação no Plano Estratégico 2024-36.
3 – Tratando-se de conversas mantidas, como já referido, há mais de dois anos, reservo-me o direito de questionar não apenas a intencional forma contextualmente deturpada com que são apresentadas mas também o timing da sua divulgação, convidando todos a fazerem, de forma séria, essa reflexão.
4 – Constituindo matéria criminal suscetível de apreciação pelas entidades competentes, reservo-me ainda o direito de acionar todos os meios legais à minha disposição contra quem, de forma ilegal e cobarde, contribuiu para a sua obtenção e posterior divulgação pública».

