Francesco Farioli e Diogo Costa vão realizar, a partir das 20h00, a conferência de imprensa de antevisão à final da Supertaça entre o FC Porto e o Torreense.
Francesco Farioli e Diogo Costa estão prestes a realizar a conferência de imprensa de antevisão da Supertaça entre o FC Porto e o Torreense, a partir das 20h00. O clube de Torres Vedras, vencedor da Taça de Portugal, e os dragões, campeões nacionais, disputam a final este sábado, às 20h15, no Estádio Municipal de Coimbra.
Declarações de Francesco Farioli:
«Pré-época do FC Porto? Acho que trabalhámos da forma correta durante a pré-época, desde o primeiro dia. Obviamente que este tem sido o nosso objetivo, tínhamos uma contagem decrescente para chegar a este dia na melhor forma possível. Os jogadores voltaram das férias em excelente forma, trabalharam muito afincadamente, dia após dia. Por isso, penso que mentalmente e fisicamente estamos onde temos de estar. E, claro, agora cabe-nos transferir todo o trabalho que investimos numa grande exibição para fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para vencer este troféu».
«Surpresa? Acredito que, no futebol moderno, as surpresas são… surpresas por não mais do que 45 minutos. Por isso, na realidade, acho que a forma como jogámos e a forma como queremos ser foi muito clara no passado e será clara no futuro. Depois, isso não significa que não tenhamos margem de melhoria. E quando falamos de coisas a melhorar, há coisas que é preciso repetir e fazer melhor, e há algumas coisas que temos de considerar mudar, não mudar apenas por mudar, mas mudar porque as exigências vão ser diferentes. A competição interna e também, claro, a Liga dos Campeões vão obrigar-nos a fazer coisas diferentes. Por isso, agora estamos novamente num momento em que temos de ver quem somos e quem queremos ser. E, nessa parte, sabe que há princípios que para nós não são negociáveis: ser uma equipa muito intensa, uma equipa que vai colocar um certo nível de pressão contra qualquer tipo de adversário, uma equipa que, com bola, tem clareza sobre o que quer fazer. E, depois, há o estudo e a análise semanal sobre contra quem vamos jogar e como tentar encontrar a solução adequada para enfrentar todo o tipo de adversário».
«Torreense? Sobre o jogo de amanhã, o que está sob o nosso controlo é preparar o jogo devidamente e fazer as coisas bem. Amanhã de manhã veremos as notícias, porque estamos a lê-las da mesma forma que vocês, e nada mais do que isso. Sobre o Torreense, acho que fizeram um percurso fantástico. Claro que o Diogo [Costa] mencionou a final, que foi uma conquista bastante impressionante, mas também todo o caminho que fizeram para lá chegar, o que fizeram nas últimas semanas para se prepararem para este jogo, para a liga e também para preparar o plantel para as competições europeias que vão jogar. Por isso, mais uma vez, muito mérito pelo que fizeram, muito respeito, como sempre, mas também muito foco em nós próprios, nas coisas que queremos fazer e na abordagem que queremos ter».
«Permanência de Diogo Costa? Acho que já expressei a minha opinião de forma bastante clara… Por mim, adoraria trabalhar para sempre com o Diogo, pelo jogador que é, pelo capitão que é e, especialmente, pela pessoa que consegue ser na sua vida, dentro e fora do campo. Nessa parte, há zero dúvidas, mas não sou o único a sentir isto. Por isso, oxalá que a vida dele seja onde for – e o Porto é a casa dele e será a casa dele -, todos o queiram ter na baliza e na cidade».
«Morte de Franco Baresi? Sobre o que aconteceu hoje e a perda do Franco Baresi: claro que, da minha parte, envio as minhas sentidas condolências à família dele, à família do Milan e, especialmente, a todo o futebol italiano, porque perdemos uma lenda. Sabemos muito bem o que significa perder uma pessoa tão importante. Baresi foi um dos nomes que me fez crescer quando comecei a ver futebol. O que fez pelo Milan, o facto de ter jogado toda a vida no mesmo clube, o que fez pela seleção… Há muitas histórias famosas sobre aquela linha de quatro defesas e o que eles fizeram. Acho que marcaram definitivamente a história do futebol pelos títulos que conquistaram, mas também pelo que deixaram em termos de capacidade para serem tão inovadores e revolucionários naquele Milan».
«Estado do relvado? Sobre a relva do estádio: esse é outro tópico. É bastante triste jogar um jogo tão importante num campo nestas condições. Estávamos a brincar há pouco que descobrimos um novo tipo de relvado híbrido: com relva e sem relva! Mas é o que é. Infelizmente, chegamos a este jogo com muita incerteza: a situação dos árbitros, o relvado que não é o ideal. Mas tudo isto tem de ser posto de parte, porque o que temos de fazer é preparar-nos muito bem. O campo vai estar mau para nós e para eles. Por isso, foco total, sem álibis, e entrar em campo com ainda mais atenção, se é que era preciso para ter uma grande exibição».
«Regresso de Martim Fernandes e Oskar Pietuszewski? Ambos estão em muito boas condições. Claro que estão a regressar de lesão, mas treinaram ontem, treinaram hoje totalmente e ambos estão com um excelente espírito e em grande forma. Por isso, ambos estão prontos para fazer parte do jogo desde o início ou para entrar durante a partida».
«Mercado e possíveis reforços? Acho que é bastante natural e penso que a minha análise da equipa foi sempre muito lógica sobre o que temos, o que precisamos e o que é o futuro próximo para nós. Foi assim no verão passado, foi assim em janeiro, altura em que acredito que, conjuntamente com o clube, nos movimentámos muito bem no mercado, adicionando os jogadores de que precisávamos para competir e preparar-nos de acordo com diferentes cenários possíveis. De certa forma, se pensarmos nas últimas movimentações – como a chegada do Terem [Moffi] e do Seko [Fofana], juntando à do Óscar [Pietuszewski], foram cartadas para reforçar a equipa em posições que já precisávamos, porque tínhamos a lesão do Nuno e faltava-nos um extremo na frente. Mas as movimentações do Seko e do Terem foram de dois jogadores para dar força e reforçar a equipa. E, no final, pela forma como as coisas correram, a lesão do Samu que se seguiu e o impacto do Seko e a oportunidade para o Victor [Froholdt] poder ‘respirar’ um pouco, sinceramente deu-nos a oportunidade de chegar ao fim da época a competir nas três competições com muita qualidade e com várias soluções possíveis para mim e para a equipa. Por isso, nessa parte, com o clube estamos absolutamente alinhados sobre o que a equipa precisa para dar um passo em frente, para manter um certo nível de competitividade no campeonato e pelo facto de termos de elevar o nosso nível. Após um ano de trabalho, sabes perfeitamente onde precisas de mexer e do que a equipa precisa. Por outro lado, é claro que é também porque o nível da competição está a subir. Acho que se pode ver claramente o impacto das decisões dos rivais em mudarem de certa forma para tentar alcançar um determinado nível de competitividade. E depois, claro, a Liga dos Campeões, que é claramente um nível superior de competição. Penso que as palavras do presidente há poucos dias sobre as nossas prioridades e o que temos de fazer no mercado estão lá, não dão margem para interpretações. Nessa parte há alinhamento, alinhamento total sobre o que queremos fazer. E agora, claro, há a outra parte: o que podemos fazer. E é aqui que reside a razão pela qual as coisas se estão a atrasar um pouco, porque a possibilidade – a capacidade financeira – é um pouco diferente dos números que lemos diariamente na comunicação social, onde parece que podemos gastar 20 ou 30 milhões aqui e ali. A realidade é um pouco diferente, por isso é o momento de sermos criativos, encontrar a solução adequada para ter, no fecho do mercado, um plantel que possa competir novamente com a energia certa. Mas, por outro lado, sem esquecer o poder da equipa que temos atualmente, a qualidade que temos em campo e a qualidade que temos no grupo em termos de liderança e valor. Porque, no final, se estamos onde estamos e se a expectativa sobe tanto, é porque estes rapazes já foram capazes de elevar a fasquia. E acho que não há ninguém no balneário e no clube que queira baixar».
«Análise ao Torreense? Sim, é uma mistura. Claro que a maioria dos jogos que analisámos foi da época passada, além, claro, dos últimos jogos de preparação. E nesses últimos jogos amigáveis consegue-se reconhecer claramente a mesma estrutura, a mesma filosofia que tinham na época passada, as mesmas rotinas com bola, a mesma forma de interpretar os momentos sem bola. Claro que o que difere da época passada é o facto de haver muitos jogadores novos. Mas o que costumamos fazer para todos os adversários é ter sempre dois tipos de análise: uma coletiva e uma individual e foi isso que fizemos. Obviamente que no início da época é sempre um pouco mais complicado ter uma imagem clara sobre quem vamos enfrentar com as novas adições e, especialmente, sobre como essas novas adições vão interagir no novo sistema. Mas acho que a imagem de quem eles são e do que fazem está lá, graças ao trabalho de todas as pessoas envolvidas na análise do adversário. E agora, claro, cabe-nos a nós encontrar a solução adequada e a resposta certa para enfrentar o jogo de amanhã».
Declarações de Diogo Costa:
«Supertaça? É sempre importante por ser um título. Jogo 300? Nem eu sabia, mas é algo que fico muito honrado, sou um menino da casa e é sempre um orgulho e uma honra poder continuar a representar o meu clube de coração».
«Nova temporada? O nosso pensamento é seguir em frente e não pensar no passado. Exigimos a todos os jogadores que o que foi feito no passado fica no passado e queremos continuar a trazer muitos títulos para o FC Porto».
«Torreense? Acima de tudo é uma final, a mentalidade do FC Porto é sempre jogar frente ao próximo clube. Temos sempre o máximo respeito por todas as equipas e sabemos o que se passou frente ao Sporting, é uma equipa que merece respeito e que vai estar motivada para o jogo de amanhã. Vão dar a vida em campo. Mas nós somos o FC Porto e queremos melhorar as nossas características como equipa e estarmos a jogar pela nossa cidade é bom».
«Estado mental e físico? Acho que o que aconteceu com o meu avô, de estar a treinar ou não, a minha maior motivação irá ser dar o meu melhor para ganhar o jogo de amanhã para o poder homenagear, como tanto ele gostava e portista que era, quero deixá-lo orgulhoso e dar-lhe a vitória amanhã».

