Carlos Carvalhal analisou a prestação do Famalicão no torneio de Como e destacou o reforço Georgios Koutsias.
Carlos Carvalhal fez um balanço da participação do Famalicão no torneio de Como. O treinador do conjunto famalicense analisou as partidas frente ao Crystal Palace e ao Como 1907:
«Acho que foi um torneio bastante positivo para nós. Não viemos para ganhar experiência; viemos para competir e vencer. Penso que, no final dos dois primeiros jogos, podíamos perfeitamente ter chegado à final. Fizemos uma excelente partida frente ao Crystal Palace e até poderíamos ter vencido de forma confortável, mas não conseguimos. Isso acabou por nos colocar na disputa entre o 3.º e o 4.º lugares. Sabíamos que íamos defrontar uma equipa muito difícil, a equipa da casa, que disputa a Liga dos Campeões, está muito forte e já apresenta um elevado nível competitivo nesta fase da época. Ainda assim, demos uma resposta extraordinária. Houve muitas contrariedades durante o jogo, mas não vale a pena perder muito tempo a falar disso».
O treinador de 60 anos deixou apontamentos positivos sobre a exibição de Georgios Koutsias e destacou também o trabalho do departamento de scouting do clube:
«Acho que sim. É verdade que marcou de penálti, mas também teve um excelente remate típico de ponta de lança, ao qual o guarda-redes respondeu com uma grande defesa. É um jogador importante. Naturalmente, o Famalicão perdeu vários titulares da época passada: os dois centrais, o lateral-esquerdo, o Gustavo, o Elisor e alguns avançados. No entanto, graças ao bom trabalho do departamento de scouting e à organização do clube, essas saídas foram sendo colmatadas. É evidente que o entrosamento vai melhorar com o tempo, porque chegaram vários jogadores ao futebol português e outros, que jogavam menos, poderão agora assumir um papel mais importante. Ainda assim, o ponto de partida deixa-me bastante satisfeito».
Acerca dos aspetos mais fortes da equipa até ao momento na pré-temporada, Carlos Carvalhal referiu:
«O espírito de equipa. Somos uma verdadeira família. Existe muita entreajuda e vontade de ganhar, e isso ficou bem evidente hoje. Mesmo já desgastados, depois do 3-2, os jogadores continuaram a pressionar e a procurar o empate frente a uma equipa muito forte, composta por vários internacionais. É exatamente isso que pretendemos. Nem sempre vamos conseguir vencer, porque isso faz parte do futebol. Mas a atitude e a vontade de ganhar são princípios que nunca podem estar em causa. Até ao momento, esta equipa tem demonstrado precisamente isso: espírito de família, coesão, resiliência e uma enorme vontade de vencer. Para nós, esses são atributos fundamentais para realizar uma boa época».

