O FC Porto conquistou a Supertaça ao vencer o Torreense por 1-0. Francesco Farioli analisou a partida na conferência de imprensa.
Francesco Farioli marcou presença na sala de imprensa para analisar o encontro entre o FC Porto e o Torreense, que terminou com a vitória dos dragões por 1-0. O treinador italiano já olha para a nova temporada e pediu foco total na Liga:
«Uma vitória é sempre importante, é a primeira na nova época, mas gosto de considerá-la como a última da temporada anterior. É hora de virar a página, vamos começar do zero, vamos ter quatro provas diferentes para disputar, a começar pela nossa liga. Há pouco tempo para celebrar e penso que já o fizemos. A partir de segunda-feira, vamos começar a trabalhar para estarmos muito bem preparados para o próximo sábado».
O futuro de Diogo Costa voltou a ser tema, e Francesco Farioli voltou a reforçar a importância do internacional português:
«É a quinta pergunta sobre isso. Não sei que imagens viram, estive com o Diogo muito tempo durante os festejos, acho que é normal… É o capitão, tinha o troféu nas mãos, não vi nada de estranho. Nunca sabemos. O Diogo é um dos melhores guarda-redes do mundo, é normal que seja atrativo no mercado. Espero e acredito mesmo que pode ficar connosco, está feliz aqui e já o disse muitas vezes. Ele foi muito claro. Espero que seja a última vez a falar sobre este tema, porque agora temos mais quatro longas semanas e dizer todas as vezes o quanto eu gosto do Diogo e que espero que ele fique torna-se aborrecido».
Jan Bednarek saiu lesionado e o técnico italiano criticou as condições do relvado do Estádio Cidade de Coimbra:
«Sofreu uma torção no joelho, vamos ver quão grande foi. Infelizmente, o relvado não ajudou, aconteceu isto ao Jan e aconteceu a alguns jogadores do Torreense. O que dizíamos ontem era que devia ser inaceitável jogar neste tipo de campo. Pela beleza do jogo e pela segurança dos jogadores. É o que me deixa triste: quando podes evitar isto, devias fazê-lo. Tudo o resto foi muito bom. Ganhámos o jogo, os árbitros decidiram vir e dirigir o encontro, há que agradecer-lhes. Obrigado aos adeptos, que criaram um ambiente fantástico. E muitos parabéns ao Torreense pela forma como competiram, pela dificuldade que nos criaram em termos físicos e pela qualidade individual. Eles podiam facilmente ser uma equipa da Primeira Liga, por aquilo que fizeram. Desejo-lhes uma campanha de sucesso na Liga 2 e na Europa, para trazerem pontos para eles e para o futebol português».
Francesco Farioli destacou a importância de mais um troféu e valorizou a resposta da equipa ao longo do encontro:
«Na primeira parte, tivemos algumas bolas interessantes para marcar o 2-0, também no início da segunda parte. Contra equipas com esta força e estas pernas… Não é fácil. Ou matamos o jogo no momento certo, ou então temos de correr com eles, de defender em zonas do relvado que normalmente não exploramos. O jogo foi esse, mérito ao Torreense pelo que fez. Para nós, é mais um troféu, o 88.º, um passo importante para nós como grupo e para o clube, para sermos, sem dúvidas, o clube com mais títulos no futebol português».
O treinador italiano reconheceu um início de jogo difícil, mas elogiou a reação dos dragões:
«Perdemos o primeiro duelo e não saímos da nossa metade do campo nos primeiros 4 minutos. Depois, começámos a fazer o nosso jogo, mesmo que o relvado não tenha facilitado. Desbloqueámos o encontro, tivemos alguns momentos interessantes para marcar o 2-0. Não o fizemos, mas depois soubemos sofrer contra uma equipa que levou muita energia para dentro de campo».
O técnico de 37 anos apontou os melhores momentos do FC Porto e destacou a organização na reta final:
«O nosso melhor momento foi no final da primeira parte, alguns minutos antes e depois do golo que marcámos, pelo Victor [Froholdt]. O Torreense teve um bom momento no início do jogo, estavam muito fortes, e no final, em que foram com tudo, com toda a gente subida. Tivemos de defender algumas bolas de forma mais suja e fizemos isso com organização. Era importante gerir o jogo nessa fase».

