Está prestes a começar a tão desejada altura do ano, os adeptos do futebol nacional anseiam por esta data, está aí o início da Primeira Liga. Uma eternidade depois, mais precisamente 20 dias após o Campeonato do Mundo, o desporto-rei volta em força, sem interrupções, excluindo desta equação as competições europeias que já começaram para Benfica e Braga.
Tendo em conta este regresso da liga portuguesa, torna-se oportuno elencar os dez jogadores a acompanhar na época 2026/2027 da Primeira Liga.
10.


André Clóvis (Académico de Viseu) – Como não poderia deixar de ser, o jogador do ano da segunda liga portuguesa na época transata, tinha de figurar nesta lista. O homem-golo do Académico de Viseu já não é um nome desconhecido, muito menos uma surpresa para quem acompanha o futebol nacional. Quatro épocas, 77 golos em 148 jogos. Clóvis não é nenhum “pinheiro”, por muito que se possa pensar. O avançado brasileiro é um jogador físico, com boa técnica e uma finalização letal, sendo capaz de marcar grandes golos. Até um pontapé de bicicleta já marcou. É uma incógnita como será a transição para a Primeira Liga, mas Clóvis é, com certeza, um jogador a estar atento na próxima edição do campeonato.
9.


Issa Doumbia (Sporting) – Doumbia é uma autêntica locomotiva com pés de algodão. É um jogador difícil de descrever, muito pela sua compleição física, que faz crer que estamos perante um jogador bruto e pouco refinado. Na verdade, as aparências enganam. Doumbia é um jogador com uma técnica excepcional, dotado de uma graciosidade pouco comum para a robustez do médio do Sporting. A apresentação aos adeptos não podia ter sido melhor, com a pré-época do reforço leonina a ser de grande categoria, tendo somado dois golos e uma assistência em cinco jogos.
8.


Martín Tejón (Maritimo) – O “baixinho” promete voltar a encantar o Estádio dos Barreiros, desta vez no principal escalão do futebol português. Proveniente da formação do Valencia, Martín Tejón transferiu-se para o Marítimo na época passada, a custo zero, e foi um dos principais protagonistas na subida dos insulares à Primeira Liga. Foram cinco golos e cinco assistências em 33 jogos. Números que lhe valeram a atribuição do prémio de melhor jogador jovem da Segunda Liga. O extremo procura constantemente o 1×1, aliado à velocidade, procurando tanto a linha como movimentos interiores. Consegue ser bastante imprevisível, o que o torna difícil de defender.
7.


Oumar Camara (Vitória SC) – Diretamente do Parc des Princes para Guimarães, Oumar Camara surpreendeu na época passada, mas esta promete ser a sua verdadeira época de afirmação na liga portuguesa. O extremo de 19 anos, que também pode jogar a avançado e a médio ofensivo, é bastante irreverente e um diamante em bruto. O potencial do francês é representado pelo seu valor de mercado, sendo o jogador mais valioso do Vitória SC. É difícil prever até onde pode chegar Camara, mas o futuro parece ser promissor para o extremo francês.
6.


Bernardo Fontes (SC Braga) – Não é tarefa fácil substituir um guarda-redes como Horníček, porém Bernardo Fontes parece estar à altura da tarefa. Muralha, não há um melhor adjetivo para descrever a época passada do antigo guardião do Tondela. Apesar da descida de divisão, Bernardo Fontes fez o impensável com o Tondela, basta recordar as prestações frente ao SL Benfica e ao Sporting CP, com defesas heroicas. O guardião brasileiro regressa à casa que o formou, sendo mais uma prova do sucesso da escola de guarda-redes dos bracarenses.
5.


Diogo Nascimento (Rio Ave) – Diogo Nascimento está de regresso ao futebol português, pronto para relançar a carreira, após ter entrado no carrossel de Marinakis. É uma das maiores promessas do futebol português nos últimos anos, pela sua capacidade em fugir à pressão dos adversários e pela qualidade no momento defensivo. Aliado ao que já foi dito, consegue ler bem o jogo, sendo muito capaz em ditar os vários momentos de uma partida. Teve uma época discreta ao serviço do Olympiacos, saindo fora do radar, depois de ter impressionado pelo Vizela. Agora pelo Rio Ave, tem tudo para ser um dos destaques do plantel.
4.


Hwang Inbeom (Porto) – Não foi à terceira, mas sim à quarta vez que Francesco Farioli conseguiu contratar o médio sul-coreano. Hwang Inbeom era já um desejo antigo do treinador italiano, que chega para ser o equilíbrio e o cérebro dos dragões. O novo reforço do FC Porto é já um jogador com experiência, discreto, mas importante na circulação da equipa, com uma inteligência tática e visão de jogo essenciais para uma saída de jogo limpa. Existem jogadores caóticos, Hwang Inbeom é a calma personificada, joga sem pressa e com brio. É focado e sabe jogar com simplicidade, sem complicar desnecessariamente. Vem para ser uma arma valiosa para a equipa de Farioli.
3.


Lee Hyunju (Arouca) – É a contratação mais cara da história do Arouca, proveniente do Bayern de Munique. O médio foi figura na época passada, com sete golos em 32 jogos, números bons para um médio ofensivo, sendo uma espécie de número 10. O sul-coreano tem bom drible, é imprevisível com a bola nos pés e acrescenta criatividade no plantel arouquense. O Arouca tem apostado no mercado asiático e Lee Hyunju tem-se mostrado uma aposta certeira e um perfil valorizado por Vasco Seabra.
2.


Jhon Durán (Benfica) – Indiscutivelmente, o negócio mais sonante da época. O jogador colombiano, que espantou a Premier League com golos do outro mundo, chega ao Benfica, após algumas escolhas de carreira bastante questionáveis. A contratação de Durán é uma verdadeira roleta-russa. Com a mentalidade certa, o colombiano é uma ameaça para qualquer equipa adversária, porém não dá para ignorar alguns problemas comportamentais que o jogador tem tido. Durán faz lembrar Balotelli, tanto pela rebeldia, como pelo que poderia ter sido se tivesse cabeça. O ponta de lança ainda vai a tempo de dar a volta à carreira e a Luz pode ser a casa ideal para o fazer.
1.


Mathias De Amorim (Famalicão) – O médio do Famalicão é já uma certeza, com o salto para um clube superior à porta pela qualidade que tem mostrado ao serviço dos famalicenses, por duas épocas. O luso-francês liga bem o setor da defesa com o ataque, mostrando criatividade na construção. É um daqueles jogadores que põe a equipa a jogar melhor, sem delírios no momento de construir, sabe quando deve acelerar, bem como pausar. Tem revelado apetência para aparecer à entrada da área e em zonas de finalização e tem evoluído imenso em pouco tempo. Tem tudo para ser a próxima grande venda do Famalicão, que não pára de surpreender pelo scouting dos últimos anos.

