O Sporting vai enfrentar fora de casa o Estrela da Amadora na primeira jornada da Primeira Liga. Acompanha a antevisão de Rui Borges.
Rui Borges já fez a antevisão ao Estrela da Amadora x Sporting, jogo a contar para a primeira jornada da Primeira Liga 2026/27. É neste sábado que os leões se deslocam ao terreno dos tricolores e a partida começará às 20h30.
«Acho que, acima de tudo nesta pré-época, a equipa deu uma resposta muito boa, dada até as mudanças que tivemos ao longo do tempo no nosso plantel. Algumas conseguimos antecipar e estamos a trabalhar desde início. É óbvio que estamos num crescimento contínuo, por mais que as coisas tenham corrido bem neste mês, individual e coletivo. Acho que eles estão ligados, todos com uma vontade enorme de competir. Agora é perceber de que forma, a partir de amanhã, conseguimos lidar bem com essa pressão, ansiedade de jogos a sério onde não temos margem de erro. Queremos ganhar. É perceber de que forma cada um vai sentir isso, dado que é uma equipa com muitos jovens, com miúdos que chegaram agora. Perceber a realidade Sporting e ambientes difíceis, como é o do Estrela. É um início de época onde o adversário vai estar super motivado em poder enfrentar o Sporting, tentar fazer tudo para roubar pontos ao Sporting. A nossa exigência tem de ser máxima dentro do que tem sido, mas agora a sério. É perceber de que forma vamos sentir essa ansiedade e pressão boa».
Rui Borges foi questionado sobre o que aconteceu com Luis Suárez e se o preocupa vir a público:
«Não me preocupa. Acho em alguns momentos até ridículo algumas coisas. Não houve quase caso nenhum, se houvesse vocês saberiam porque iria entrar em alçada disciplinar. Ninguém estará acima do Sporting nem do respeito dos colegas, equipa técnica. Não aconteceu absolutamente nada. Acabou o treino e ele estava frustrado com o que tinha acontecido no treino, até porque está à procura da melhor forma. Tínhamos acabado de fazer um jogo de 10 para 10. Ele sabe que depois pode sair direto para o balneário, tinha só de fazer um treino complementar de um minuto ou dois. Eu chamei-o e ele voltou. Não há caso nenhum».
Rui Borges falou sobre a situação das ausências:
«A indisponibilidade está no Maxi, por castigo, no Zeno e no Ba, que estão agora a começar a treinar a 100%. Acredito que na próxima jornada já estarão disponíveis para darem o contributo. E o [João] Simões, o Nuno Santos e o Blopa, estão os três de fora. Os dois miúdos com a lesão um bocadinho mais demorada, e o Nuno está em crescimento, num trabalho muito específico para não voltar e quebrar novamente. Está num trajeto de alguma paciência e esperamos que volte na sua melhor forma. Todos os outros estão disponíveis para jogo».
Rui Borges abordou a situação de Ousmane Diomande:
«Zero preocupado. É natural, no Sporting, até ao fecho do mercado, haver muito ruído naquilo que são entradas e saídas. O Sporting tem grandes jogadores e o Ousmane é um deles. Está convocado para amanhã».
Qual é o melhor papel para Issa Doumbia?
«É um miúdo com um potencial enorme, que nós, bastante antecipadamente, tentámos. Sabíamos que no final da época não teríamos qualquer chance de o ter connosco. Tem um potencial enorme, mas dá-nos soluções. No Venezia jogava em 5x3x2 à esquerda, também… Adapta-se bastante bem, tem caraterísticas muito próprias e, de forma geral, boas. Terá um futuro muito bom pela frente. Mas tem de se manter fiel ao que tem sido. Gosta de ouvir, aprender, treinar, e está feliz. E sabe da exigência e grandeza do Sporting, tal como os outros que chegaram. E isso sente-se diariamente».
Rui Borges voltou a ser questionado sobre Luis Suárez:
«Não há aspeto disciplinar porque não faltou ao respeito a ninguém. Vi que tinha dado um pontapé numa bola e tinha batido num treinador… Por isso é que disse que há coisas ridículas. Já aconteceu se calhar no ano passado também. A malta sabe que quando apito no último exercício podem ir para dentro. Alguns mais competitivos como o Luis, o Maxi… O Gyokeres era muito assim. A malta mais competitiva, por aquilo que é o treino, às vezes fica mais frustrada e às vezes temos de saber entender essa frustração, sem que passem o limite… Foi isso que se passou, simples».
Rui Borges falou sobre Ibrahima Ba:
«O Ba, possivelmente e acredito eu, estará disponível, dentro de algumas limitações, para o próximo jogo, tal como o Zeno. Se tudo correr com a naturalidade que queremos e esperamos».
«Investimento? Se contratarmos um miúdo de 17 anos, não quer dizer que venha para jogar 50 jogos… Estamos a olhar para o futuro. Temos contratado para fazer crescer e no futuro vender. E o Sporting tem feito isso muito bem. Independentemente de quem é contratado e do seu valor, o mercado está aí. Felizmente o Sporting é um clube equilibrado e consegue andar no mercado, também porque vende bem. Mas independentemente do valor, não quer dizer que venham para jogar ou não e sejam titulares indiscutíveis. Têm de estar preparados e fazer o que o treinador pede», disse ainda.
Rui Borges continuou a falar sobre o mercado:
«Olho com satisfação porque o clube faz um trabalho excecional a nível nacional e internacional, naquilo que é equilíbrio financeiro. Não foram só as compras. Vendemos muito, temos de ir comprar senão não temos jogadores… E o clube nesse sentido faz um trabalho extraordinário. De resto, a pressão é a mesma. Desde o primeiro dia em que aqui cheguei e desde que saí da barriga da minha mãe (risos). A pressão é de ganhar e fazer o melhor pelo Sporting, de ganhar títulos. Não o conseguimos na época passada e queremos voltar a ganhar. O Sporting, nos últimos anos, tem sido a equipa que mais títulos tem ganho. Entradas? Estamos a tentar perceber, com a saída do Mangas, à esquerda. Temos o Maxi e o [Rodrigo] Dias, que também tem dado uma boa resposta. É perceber o que o mercado pode oferecer nesse sentido».
«O cunho já estava na época passada, independentemente dos jogadores. A ideia é a mesma, não foge. Eles definem também algumas coisas em relação à nossa forma de estar e jogar. Dentro do que são, vamos fazendo a adaptação ao que nos dão. O Sporting da época passada era a imagem de Rui Borges. Este ano com jogadores novos, mas a imagem mantém-se. Vamos ter outras caraterísticas, mas o futebol é isso. É a capacidade de manter um Sporting forte e capaz de lutar por todos os títulos», também disse Rui Borges.
Rui Borges falou sobre Pedro Gonçalves, Dani Bragança e o ataque do Sporting:
«Pote e Dani não estão na convocatória. Em relação ao ataque, o Luis teve uma época bastante desgastante. Jogou 90 sobre 90, teve Mundial e o corpo paga. É natural que precisasse de mais um mês de férias, mas o futebol é isso. Às vezes ganhamos umas coisas, perdemos outras. Ganhou a oportunidade de estar no Mundial que tanto queria e tanto lutou por isso, depois perde uns dias de férias. É natural que não chegue no melhor, porque a época foi desgastante e fez muito por nós. Está convocado e disponível para jogo. Definimos que o Nel faria parte da equipa principal. Está no seu crescimento, à semelhança do que fizemos com o Rodrigo [Ribeiro]. É esse crescimento que queremos no Nel, que cresça com o Suárez e com o Fotis. E que no futuro seja também um Luis Suárez, um Fotis ou até melhor. Ele tem mostrado essa capacidade de aprendizagem e crescimento, percebe que em alguns momentos poderá dar contributo à equipa B para ter minutos e estar preparado, mas não quer dizer que baixe ou não da equipa. Ele é jogador da equipa principal, está em crescimento e muito focado nisso. Feliz por vê-lo crescer tão bem e rápido, mas que se mantenha humilde e continue a trabalhar como tem trabalhado».
«Isso é natural em todos os clubes. Não se trata de fim de ciclo, tratam-se mudanças que tinham de acontecer até por vontade mútua, digamos. Por exemplo, o Pote e o Dani estão cá há muitos anos e eles próprios também querem outros desafios. Eles não perderam a vontade de vencer, mas às vezes o acomodar acontece, de forma geral. E o que tínhamos enquanto equipa técnica e clube, com muito diálogo ao longo do tempo, fomos percebendo o que iríamos perder e antecipámos algumas coisas. Fizemos um trabalho muito bom nesse sentido e o clube tem feito um trabalho excelente entre compras e vendas. O Sporting faz crescer os jogadores e sabemos isso melhor do que ninguém. É sempre nessa perspetiva que sabemos quem poderá sair ou se teremos de ir ao mercado. O Ba foi uma oportunidade, dado aquilo que ele poderá ser no futuro e que acreditamos que possa ser. Conseguimos antecipar e ficar com ele. No ano passado perguntaram se não poderia ter mais um central… Portanto cinco não são muitos, são poucos», rematou Rui Borges.

