Petit e Carlos Carvalhal realizaram a antevisão ao encontro da 3.ª jornada da Primeira Liga entre Santa Clara e Famalicão.
Petit e Carlos Carvalhal realizaram a antevisão da partida entre Santa Clara e Famalicão, a contar para a terceira jornada da Primeira Liga. O técnico da equipa açoriana começou por garantir que a equipa está focada em apresentar uma boa exibição, reforçando ainda a importância de respeitar o adversário e de aplicar em campo o trabalho desenvolvido durante a semana:
«Estamos focados para domingo fazer um bom jogo. Respeitando sempre o adversário, mas também olhando muito para o nosso processo ofensivo e defensivo, sabendo aquilo que nós trabalhámos sobre o Famalicão».
Petit deixou ainda elogios ao Famalicão, destacando a experiência de Carlos Carvalhal e a continuidade do plantel minhoto. O treinador do Santa Clara garantiu ainda que a equipa açoriana está focada em impor-se em casa, contando com o apoio dos adeptos:
«Está bem consolidado na Primeira Liga e tem uma ideia de jogo bem vincada. Tem um treinador bastante experiente, com muita qualidade. Os jogadores, 70% são os mesmos da temporada passada. É uma equipa que vai andar sempre pelos lugares de cima, mas nós estamos focados naquilo que queremos fazer. A nossa casa, juntamente com os nossos adeptos, queremos que seja uma fortaleza».
O treinador do Santa Clara destacou ainda a qualidade de Gonçalo Paciência, deixando rasgados elogios ao avançado e admitindo que, caso mantenha o bom momento, poderá assumir-se como uma opção para a seleção portuguesa:
«É um jogador com muita qualidade. Já tinha dito que, se o Gonçalo Paciência estiver num bom momento, pode ser dos melhores avançados do nosso campeonato. É um jogador que poderá também ser mais uma opção para a Seleção Nacional».
Depois dos elogios de Petit ao Famalicão, Carlos Carvalhal também analisou o adversário, destacando a organização da equipa açoriana e o trabalho desenvolvido pelo treinador. O técnico dos minhotos apontou ainda as principais armas ofensivas do Santa Clara, mas garantiu que o objetivo passa por regressar dos Açores com os três pontos:
«Não há nenhum jogo fácil no campeonato português, já o disse. Vão ser todos jogos difíceis. A equipa do Santa Clara é bem organizada. O Petit é um treinador que organiza bem as equipas. Os seus pontos fortes estão claramente nos três jogadores da frente. São duas alas muito rápidas e virtuosas e o Gonçalo Paciência está numa forma muitíssimo boa, terá, obviamente, também as suas habilidades. Vamos tentar aproveitar as debilidades do Santa Clara e esconder os pontos fortes da equipa do Santa Clara, mas não temos dúvidas nenhumas de que vai ser um jogo difícil. Também não temos dúvidas nenhumas de que vamos jogar para trazer os três pontos dos Açores. Essa é a nossa intenção».
Carlos Carvalhal abordou ainda o processo de construção do Famalicão, destacando as mudanças no plantel. O técnico explicou que, apesar da continuidade em alguns aspetos, a equipa minhota atravessa um período de adaptação, lembrando ainda a boa segunda parte apresentada na jornada anterior:
«O Famalicão, apesar de ter um trabalho de continuidade, não deixa de ser uma equipa diferente, no sentido em que tem um treinador diferente, que aproveita e está a tentar aproveitar as melhores ideias que vieram da época transata e imprimir uma impressão digital. Isso demora o seu tempo, obviamente. Ao mesmo tempo, em cinco posições ou seis, têm jogadores praticamente novos. Há alguns de continuidade, mas outros são novos, pelo que existe, no fundo, uma mudança significativa em quase metade da equipa relativamente à época passada. Agora, perante isto que estou a dizer, poderíamos ter ganho o jogo na semana passada? Claramente. Era um jogo em que quem estivesse no estádio, acredito, pensaria que a vitória seria do Famalicão. Fizemos uma segunda parte muito boa, retificámos os erros que fomos cometendo, imprimimos uma dinâmica muito mais próxima daquela que desejamos, daquilo que queremos, e mostrámos isso aos jogadores».
Por fim o treinador do Famalicão foi ainda questionado sobre os erros cometidos pela equipa na jornada anterior e recusou atribuí-los à ideia de jogo implementada. Carlos Carvalhal considerou que foram situações pontuais, destacando, por outro lado, a evolução que tem observado na dinâmica da equipa e reafirmando a sua intenção de construir um conjunto ofensivo e ambicioso:
«Eu poderia defender-me a dizer que sim, mas não. São dois erros. Um lançamento de linha lateral para a zona interior, nunca treinámos isto. Nunca no ano passado isto aconteceu e nós nunca treinámos isto. E uma situação de um alívio com o peito do pé dentro da área, um alívio, é uma situação que não tem a ver com a forma como tu treinas ou como queres que a equipa jogue. São situações pontuais que podem acontecer a qualquer equipa, em qualquer circunstância. Portanto, eu poderia defender-me a dizer que sim, mas não. Eu, com toda a sinceridade, estou a notar progressos significativos na equipa, em termos de dinâmica. Nós gostamos de ter uma equipa virada para o ataque. As nossas equipas são viradas para a frente, são viradas para as oportunidades de golo, são viradas para ter bola, para criar dano no adversário, para serem equipas agressivas, para serem equipas ambiciosas».

