Carlos Vicens analisou o apuramento do Braga para a fase de liga da Conference League. Arsenalistas superaram o Áustria Viena.
Carlos Vicens fez o rescaldo do apuramento do Braga para a fase de liga da Conference League. O empate por 0-0 na segunda mão, aliado à vitória por 2-0 na Pedreira, leva os arsenalistas à fase final da prova.
«Sabíamos que ia ser um jogo duro. O Áustria Viena tinha pouco a perder, porque estava com dois golos de desvantagem e tinha de tentar da melhor maneira que podia. A primeira parte custou-nos, mas ajustámos algumas coisas no intervalo, as duas substituições deram-nos muito na segunda parte, porque deram-nos energia, depois dos primeiros dez minutos da segunda parte. Há que valorizar como a equipa se recompôs e ofereceu uma versão com muita personalidade a partir desse momento. Pegamos na bola e decidimos que, se queríamos ter um jogo mais tranquilo e para as coisas saíssem do nosso lado, tinha que ser através de ter a bola. Apesar de estar cansada e de ter uma exigência alta pelo que estava a fazer o rival, a equipa foi capaz de agarrar a bola e terminar o jogo a controlar, a dominar e sem que passassem muitas coisas perto da nossa baliza e, inclusive, criámos algumas oportunidades de golo», referiu Carlos Vicens.
Carlos Vicens falou ainda sobre as substituições:
«Falo muito com a equipa sobre a importância de todos. No ano passado disse que é impossível jogar 61 partidas sem que todos sejam importantes, sem que todos tenham momentos. Há momentos na temporada em que alguns disputam mais minutos, têm um melhor nível de forma, outros têm-no noutros momentos, também tivemos lesões, e é importante ter jogadores preparados para ajudar. Desde que se introduziu a regra das cinco substituições, é muito importante poder contar com quatro alterações e deixar uma para caso aconteça alguma coisa no final. Disse à equipa que foi muito importante como os jogadores estavam preparados para se entreajudarem. Fizeram-no e deram-nos um nível de energia, de personalidade também, alto para mudar um pouco a dinâmica e permitir-nos estar com mais tranquilidade no resto do jogo».
Carlos Vicens falou sobre a qualificação:
«Começamos a pré-época a 22 de junho e, quando damos por isso, estamos na fase de liga da Liga Conferência. Há que passar três rondas de qualificação, fazer três viagens, enfrentar equipas que não conheces tanto, que seguramente estão com mais rodagem do que tu, porque as suas ligas têm mais jogos do que a tua, a pressão está mais do teu lado porque as pessoas à tua volta dão-te por classificado quando não o estás… No ano passado, passamos três rondas, sabendo o que custa, depois tivemos oitavos de final, quartos de final, meias-finais, sabendo o que é ter que jogar um “duplo jogo”, fora de casa, na Europa, é sempre difícil. Este ano é igual e, no final, é muito difícil, é muito difícil passar estas rondas sem ter momentos de sofrimento, sem ter momentos em que o jogo não é tão brilhante, mas aqui o importante é conseguir o objetivo, que era eliminatória a eliminatória, não podíamos pensar em outra coisa que não fosse passar primeiro contra o Zaleznicar, depois passar contra o Dínamo de Minsk, e depois enfrentar-mos a Áustria de Viena, sabendo que era uma equipa dura, fisicamente muito forte, também muito concentrada em tentar conseguir a sua qualificação e, bom, acho que a equipa mostrou maturidade, compromisso, esforço, e que tinha as coisas claras em relação ao que tinha de ser capaz de sofrer como equipa e superar adversidades que os rivais iam proporcionar».
Carlos Vicens já olha também para o jogo com o Vitória SC:
«Depois da viagem de amanhã, há que chegar, ver como está toda a gente, treinar sábado, treinar domingo, e na segunda oferecer a nossa melhor versão para tentar conseguir a vitória, que é o objetivo».

