Está tudo a postos no Flushing Meadows, em Nova Iorque, para o último Grand Slam da temporada, o US Open. Entre os dias 30 de agosto e 13 de setembro, todos os fãs de ténis vão estar com os olhos postos para a 146.ª edição do US Open. Este Major não contará com a presença de alguns tenistas de renome, sendo Jannik Sinner o nome mais sonante entre as ausências.
O número um mundial sofreu uma lesão no joelho direito que o impossibilita de participar no torneio. Contudo, o Rei de Nova Iorque, Carlos Alcaraz, está de regresso para tentar revalidar o título. O tenista espanhol volta ao ativo depois da lesão no pulso sofrida em abril. Sem Sinner, e com a forma de Alcaraz a ser uma incógnita, muitos tenistas acreditam que têm fortes possibilidades de fazer história ao conquistar um título de Grand Slam.
O sorteio já está definido, com Alexander Zverev a evitar grandes nomes até aos quartos-de-final. Taylor Fritz e Ben Shelton, os favoritos do público da casa, só se poderão defrontar na final, enquanto Novak Djokovic e Alcaraz têm o caminho mais traiçoeiro. Quanto aos portugueses, Nuno Borges e Jaime Faria vão defrontar tenistas norte-americanos no jogo de estreia.
A metade superior do quadro principal não conta com tantos tenistas em excelente forma como a inferior e, por isso, Zverev, principal cabeça de série, não deverá ter grandes dificuldades em atingir, pelo menos, os quartos de final. Alex de Minaur e Lorenzo Musetti também estão no primeiro sector, mas chegam a Nova Iorque numa fase menos positiva.
A digressão norte-americana não foi a melhor para Zverev, mas o tenista alemão já mostrou, esta temporada, a sua verdadeira qualidade em torneios de Grand Slam, onde conquistou Roland Garros e chegou à final de Wimbledon.
O jogo de estreia será contra o italiano Lorenzo Sonego, número 89 do ranking mundial. Zverev poderá ter um início de torneio acessível, mas, nos quartos de final, terá de estar na máxima concentração, já que Rafa Jodar poderá ser o seu adversário. O jovem espanhol está em ascensão e é, certamente, um dos tenistas a ter em conta neste US Open.
No segundo sector há vários nomes a reter, entre eles Felix Auger-Aliassime, Taylor Fritz e Flavio Cobolli. Auger-Aliassime já alcançou as meias-finais do US Open por duas ocasiões, Fritz foi finalista vencido em 2024 e Cobolli chegou, pela primeira vez, a uma final de um Grand Slam, em Roland Garros.
Nesta secção, Fritz é quem mais se destaca e os norte-americanos depositam muita confiança no número dez mundial. A jogar em casa e com a motivação vinda das bancadas, aliada ao seu serviço potente, Fritz tem fortes possibilidades de voltar a alcançar a final.
Auger-Aliassime vai defrontar, na primeira ronda, o australiano Rinky Hijikata, enquanto Fritz jogará contra o seu compatriota, que recebeu um wild-card, Darwin Blanch. Já Cobolli vai estrear-se diante do tenista argentino Francisco Comesana.
A metade inferior do quadro está recheada de vencedores de Grand Slam. Carlos Alcaraz, Novak Djokovic, Daniil Medvedev e Stan Wawrinka são alguns dos nomes presentes. Marin Čilić, campeão em 2014, acabou por desistir do US Open devido a uma lesão.
No terceiro sector estão Djokovic e Medvedev. Os dois tenistas chegam a Nova Iorque numa fase menos positiva e, por isso, poderá haver algumas surpresas. O sérvio luta contra o próprio corpo para conquistar o tão desejado 25.º título de Grand Slam, que seria um recorde. Medvedev está desmotivado depois da derrota frente a Martin Damm, na ronda inaugural do ATP de Winston-Salem.
Além destes dois, é preciso destacar Frances Tiafoe e Brandon Nakashima. Tiafoe gosta de jogar perante o seu público e chegou à final em Cincinnati. De salientar que, em 2024, alcançou as meias-finais do US Open. Nakashima atravessa a melhor fase da carreira, pratica um excelente ténis e promete ser uma dor de cabeça para os adversários.
Na primeira ronda, Nole defronta o tenista argentino Mariano Navone, enquanto Medvedev enfrenta o qualifier Hugo Gaston.
No quarto sector está o detentor do troféu, Carlos Alcaraz. A forma do murciano é uma incógnita, uma vez que volta à competição pela primeira vez desde abril. Se apresentar a sua melhor versão, é, sem dúvida, o favorito ao título. Contudo, esse não é o cenário mais provável. Numa fase inicial, poderá apresentar algumas dificuldades e, caso vá vencendo as suas partidas, poderá melhorar o seu desempenho progressivamente.
Quem pode aproveitar as dúvidas em torno da forma de Alcaraz são os mais recentes vencedores de Masters 1000, Ben Shelton, em Montreal, e Arthur Fils, em Cincinnati. Shelton esteve imparável no Canadá, onde não cedeu qualquer set, e esta poderá ser a derradeira oportunidade de conquistar um Grand Slam.
Alcaraz não terá uma estreia fácil frente ao russo Roman Safiullin. Shelton defronta o neerlandês Tallon Griekspoor e Fils enfrenta um adversário que lhe traz boas memórias, o grego Stefanos Tsitsipas.
Os dois portugueses que vão participar no US Open, Nuno Borges e Jaime Faria, chegam a Nova Iorque em boa forma e confiantes de que podem fazer uma grande prestação. Nuno Borges vai participar pela quinta vez no último Grand Slam do ano, tendo alcançado, em 2024, o seu melhor resultado, ao chegar à quarta ronda, onde foi eliminado pelo russo Daniil Medvedev.
Jaime Faria vive a melhor fase da carreira e é, atualmente, o 70.º classificado do ranking ATP. Vai jogar o US Open pela terceira vez, sendo esta a primeira com entrada direta no quadro principal. O lisboeta brilhou em Cincinnati, onde venceu Ben Shelton e Jenson Brooksby.
Curiosamente, o Brooksby é o primeiro adversário de Faria no Open dos Estados Unidos. Em caso de vitória, o obstáculo seguinte poderá ser Alcaraz. Já Nuno Borges tem encontro marcado com o jovem Learner Tien, número 15 do ranking mundial.

