O Estrela da Amadora e o Famalicão empataram por 2-2 na 5.ª jornada da Primeira Liga. Fica com os cinco destaques do encontro.
Leandro Antonetti: No final da última época, poucos imaginariam que conseguiria ter a relevância e a importância goleadora que está a ter no arranque da época. Em quatro jogos, leva quatro golos. Contra o Famalicão, foi mais um, aproveitando a desorganização famalicense na defesa da área, e, pelo menos, uma forte contribuição no golo da reviravolta, com um bom trabalho para procurar o remate. A bola foi ao poste, mas Max Scholze sorriu na recarga. Há mais estrelas porto-riquenhas para lá de Bad Bunny.
Eddy Doué: É um dos jogadores que vale a pena seguir e colocar o olho. É um médio pleno de características para se conseguir valorizar cada vez mais ao longo da época. Sabe funcionar como referência mais posicional, mas cresce quando tem liberdade para a transportar. Usa bem o corpo para proteger a posição e descobre passes criativos e aberturas com facilidade. O apelido é de craque e os pés também o são.
Beni Souza: Há poucos jogadores no futebol português com a mesma capacidade de agitar o jogo. Saltou ao intervalo para dentro de campo e, rapidamente, mudou o perfil do jogo da equipa de Pepa. Traz risco, tentativa e ousadia ao jogo, conseguindo facilmente criar perigo para a sua equipa. A partir da esquerda, conseguiu vários lances de destaque e somou mais uma assistência para a conta pessoal. Falámos em Bad Bunny? Aqui está o Bénito.
Georgios Koutsias: Tem boas características para vingar numa equipa como o Famalicão e continua a mostrar os predicados para justificar a aposta. Numa equipa com extremos de muita velocidade e remate, procura contra-movimentos em apoio para balançar. Quando se relaciona com os médios, já procura dinâmicas diferentes, com diagonais curtas nas costas da linha defensiva. Dentro da área, tem vários argumentos para procurar a finalização.
Mathias de Amorim: Esta época, tem jogado em posições mais avançadas em muitos momentos. Diante do Estrela da Amadora, com Rodrigo Pinheiro a ser o lateral mais baixo e Roméo Beney aberto no corredor, jogou mais avançado, na meia direita como intérprete com grande preponderância no último terço. A forma como esconde a bola e mete passes, organizando o jogo no último terço, é de extrema importância.



