Marco Silva realiza a antevisão do Benfica x Gil Vicente. Jogo no Estádio da Luz marca a sexta jornada da Primeira Liga.
Marco Silva fez a antevisão do duelo da sexta jornada da Primeira Liga. O Benfica recebe o Gil Vicente no Estádio da Luz e procura manter a invencibilidade na competição.
«O Gil Vicente é um adversário de qualidade. Não vem de um bom resultado, mas começou bem a época. Sofre muitos poucos golos, com princípios bem definidos, qualidade no seu jogar e boa organização. Jogadores de qualidade nos corrredores, no 1X1 ofensivo, tenta criar essas situações. Pode criar-nos problemas e temos de estar preparados. Em Moreirense, o campo exigia a melhor versão e agora não foge à regra. Vindo de um bom momento, temos de manter o foco, a mesma qualidade e os mesmos princípios. A qualidade virá como consequência. Temos de ser fortes em muitas condições básicas, na atitude competitiva, ganhar duelos e colocar uma qualidade no jogo que permita jogar como queremos. O adversário tentará bloquear caminhos. Sabíamos que íamos ter um jogo a meio da semana, um calendário bem preenchido. Começámos desde 23 de julho a fazê-lo, só uma ou duas semanas completas para preparar jogos. Desde sexta-feira trabalhamos fortes e queremos os três pontos».
«Gianluca Prestianni e Echeverri? À seleção argentina, eu sou treinador do Benfica. Terão de esperar pela convocatória ou perguntar ao selecionador. Não tenho controlo, a minha opinião está para mim. Estou aqui para fazer os jogadores do Benfica melhores e ajudar o talento a vir ao de cima. Podemos ficar mais ou menos satisfeitos. Se tivermos os jogadores nas seleções, ficamos tristes por não os ter connosco, mas é um momento de orgulho para o clube. Se joga como está a jogar, trabalhou de forma exemplar na aplicação e atitude. Porque tem talento, consegue expressar o talento. Independentemente dos 20 anos, conseguiu sempre fazê-lo. Quanto ao Echeverri, chegou mais tarde, pouco tempo de treino, viagens acima de viagem. Era importante ganhar condição, já esteve connosco no banco. Está a adquirir as nossas dinâmicas. É uma posição que tem feito, independentemente de nos últimos seis meses jogar com dois avançados. A seu tempo terá a sua oportunidade. Está preparado se tiver de ir para dentro de campo».
«Alexander Bah? Não estará disponível. Tem recuperado bem, faz trabalho individual. É importante termos todos os jogadores, estava num bom arranque. Bom vê-lo a treinar, ainda não está disponível».
«Schjelderup e Prestianni em simultâneo e impacto em Sudakov? O Prestianni por dentro é uma possibilidade. Está num bom momento. Tem jogado mais sobre a direita, connosco sobre a esquerda, não tantas vezes no corredor central, mas tem essa capacidade. Sem bola tem de continuar a trabalhar. Para a estratégia que tínhamos, teve um impacto muito grande, numa zona mais central e com permutas com o Andreas. É a dinâmica que queremos. Muito satisfeitos. Na Madeira tiveram muito impacto. São os sinais, tomo as decisões para o melhor da equipa. Não crio hierarquias, a qualquer momento podem estar lá dentro ou noutro lado».
«Benfica como o melhor futebol de Portugal? No final da época fazem-se contas e vê-se a melhor equipa em Portugal. Campeonato competitivo, quatro equipas muito fortes e outras a crescer. Tenho muito respeito por todas as equipas».
«João Palhinha? Não é uma aposta pessoal minha, é uma aposta pessoal do Benfica. Às vezes dizem que contrata sem o treinador querer, outras vez que não. Vão dizendo com as vossas informações. É uma aposta do Benfica e cá estamos para tirar o máximo rendimento. Contratei para Inglaterra, primeira experiência fora que o permitiu chegar a um nível muito bom, depois foi para um grande clube na Europa e agora foi para outro, como é o Benfica».
«3 meses desde a apresentação? A equipa tem muito a melhorar. Após o último jogo, dei os parabéns aos jogadores, num relvado complicado, pela solidez com e sem bola, acutilância no jogo fora de casa. Uma boa exibição. Dei os parabéns aos jogadores por isso mesmo, como tínhamos folga dei logo o feedback. Muito satisfeito com a qualidade da equipa. Quando temos cantos ofensivos e fazemos recuperações no nosso meio-campo com Rafa, Pavlidis, Durán com amarelo por falta tática, deixa-me orgulhoso. Também lhes disse que o caminho é muito longo para nós. Duras batalhas estão para vir, a próxima no Gil Vicente. Ainda estamos a integrar os jogadores. O Echeverri ainda não sabe alguns princípios, dei minutos ao Souffian [El Karouani]. Longe daquilo que queremos, mas satisfeitos. Orgulhoso do comportamento do jogador e do mindset, sempre dispostos a ouvir. Só com abertura total é possível. Se os resultados não ajudarem, torna-se mais difícil, mas um longo caminho para nós. A linha defensiva do Benfica do ano passado e vejam quantos jogadores não estão cá. Muitas diferenças que fazem que demore tempo. Dou os parabéns aos jogadores pela mentalidade e capacidade de trabalho. Estamos no começo. Começámos há muito tempo, mas há ainda muito para vir».
«Daniel Banjaqui? Jogou, tínhamos várias soluções e continuamos a ter. O Fredrik [Aursnes] é um bom exemplo, o Tomás já o fez, temos mais jogadores a adaptar. O Banjaqui é solução mais direta. Temos de esperar por amanhã».
«Baliza? Admito que o Trubin pode jogar a qualquer momento. Da mesma forma que começámos com ele e entrou o Samuel [Soares], pode passar o oposto. Temos três guarda-redes, com o Diogo [Ferreira], em quem acreditamos muito. Ao Samuel e Trubin não temos de dar uma Taça para jogar. Quando for o momento para jogar, jogará. Quanto às renovações, não farei comentários».
«Produção ofensiva? Não há equipas que ganhem em competições longas se não o for sólida e em todos os momentos do jogo. Não há um caminho para se ganhar nem para ser competitivo. Queremos colocar gente perto da bola e no processo ofensivo, mas temos de estar preparados para a perder. É impossível ser muito ofensivos sem ser sólidos o suficiente. Numa temporada longa, dá dissabores. Sofremos dois golos num jogo atípico e onde não devíamos ter sofrido. Foram momentos evitáveis. Sem sofrer, era suficiente para ganhar o jogo. O outro jogo, contra o Estoril, foi praticamente o último remate. Aconteceu em alguns momentos, não conceder e sofrer em poucos momentos. Temos adversários de qualidade, foco total no Gil Vicente. Com jogadores capazes, fortes no momento ofensivo e corredor, mas queremos jogar um futebol ofensivo. Não temos receios da qualidade, mas temos de ser forte em todos os momentos. Queremos marcar, mas não sofrer é fundamental».
O Benfica x Gil Vicente joga-se este domingo, dia 13 de setembro, a partir das 18h.

