Luís Pinto realizou a antevisão ao encontro da sexta jornada da Primeira Liga entre Benfica e Gil Vicente.
Luís Pinto fez a antevisão ao encontro entre Benfica e Gil Vicente, a contar para a sexta jornada da Primeira Liga. O treinador gilista destacou a força coletiva dos encarnados, mostrando-se ainda satisfeito com o crescimento do Gil Vicente e confiante na capacidade da equipa para responder ao desafio frente aos encarnados
O treinador do Gil Vicente começou por destacar o crescimento do adversário, elogiando a qualidade do plantel e a organização dos encarnados:
«É um Benfica que tem crescido e que, desde o início da época, já leva 11 jogos, o que lhe permite ganhar uma dimensão competitiva grande. Tem um plantel recheado de boas opções e tem demonstrado uma organização muito grande, quer do ponto de vista ofensivo, quer do ponto de vista defensivo. É um Benfica forte, que nós preparámos como preparamos todos os outros jogos, com o objetivo claro de identificar aspetos onde podemos feri-los e aspetos onde temos de estar o mais atentos e concentrados possível, com o intuito de criar as condições para competir e conseguir vencer».
Em seguida Luís Pinto destacou o sentido coletivo como a maior diferença do Benfica desta temporada com o da última época e o crescimento do Gil Vicente ao longo das primeiras jornadas, mostrando-se satisfeito com a evolução da equipa:
«É diferente no sentido de haver um sentido mais coletivo na equipa do Benfica. As individualidades estão lá, mas estão ao serviço de um coletivo e nota-se que há uma força maior nesse aspeto. Quanto ao crescimento da nossa equipa, sinto que existe. Com apenas quatro jogos, o crescimento está de acordo com aquilo que estávamos à espera. Já tivemos a capacidade de fazer um jogo em Famalicão que, do ponto de vista defensivo, foi fantástico, embora ofensivamente não tenha sido tão rico, e tivemos a capacidade de fazer um jogo como fizemos neste último, em que estivemos muito bem tanto do ponto de vista ofensivo como defensivo. Sinto que, em todos os jogos, fomos capazes de ser competentes, competitivos e de crescer sempre alguma coisa em relação ao jogo anterior. Por isso, o sentimento é de felicidade e satisfação com o processo e o crescimento da equipa. O desafio de amanhã é ótimo para nos colocar numa situação que nos obrigue a dar respostas e a dar passos em frente, num campo difícil, com um adversário difícil e um público entusiasmado. Até ao dia de hoje, a minha satisfação é muito grande por aquilo que temos conseguido».
Por fim, o treinador gilista reconheceu a importância de Gianluca Prestianni e Andreas Schjelderup no Benfica, mas recusou centrar a preparação da equipa nas individualidades dos encarnados:
«Sabemos que o Gianluca Prestianni e o Andreas Schjelderup têm tido uma importância grande na dinâmica da equipa e que uma ação individual pode decidir um jogo. No entanto, não seria respeitador nem a forma mais correta de olhar para as coisas focar toda a nossa preparação num só jogador, quando estamos a falar de uma equipa cujo coletivo vale muito mais do que as individualidades. Sabemos aquilo que eles valem e isso tem sido demonstrado jogo após jogo, mas também sabemos aquilo que temos dentro de portas e a forma como queremos defrontar o Benfica, para que as nossas individualidades possam aparecer e dar respostas, tanto defensivamente como ofensivamente, e também ao nível da maturidade e da capacidade de perceber o jogo. Queremos estar preparados para responder ao desafio e competir da melhor forma».

