O Académico de Viseu superou o Vitória SC por 2-1 na 6.ª jornada da Primeira Liga. Bruno Pinheiro e Tiago Margarido analisaram a partida.
O Académico de Viseu deu continuidade ao grande regresso à Primeira Liga com um triunfo caseiro sobre o Vitória SC, na sexta jornada da Primeira Liga. Na conferência de imprensa após o encontro, Bruno Pinheiro deu os parabéns à reação da sua equipa:
«Foi um jogo entre duas equipas que quiseram muito ganhar, e onde o Vitória acabou por controlar mais o jogo com bola, mas os meus jogadores estão de parabéns pela forma como reagiram. Acabámos por saber explorar isso e tivemos três ou quatro bolas, a jogar nas costas da defesa adversária, que poderiam ter dado golo. Estou muito satisfeito com a minha equipa. Podemos não ser os melhores do mundo a jogar, nem ter o melhor treinador, mas temos uma alma e uma vontade muito grande, e somos uma equipa que sofre quando tem de sofrer e sabe jogar quando o podemos fazer».
Questionado sobre as substituições efetuadas aos 90 minutos, o técnico respondeu:
«Senti que precisa de refrescar porque o Robinho e o André Clóvis já sentiam algumas dificuldades e acabou por resultar, porque conseguimos chegar à vitória com o golo do Bouldini».
Bruno Pinheiro destacou ainda o facto de tratar-se da primeira vitória da temporada em frente aos próprios adeptos:
«Tínhamos muita vontade de ter um momento de alegria em casa com os nossos adeptos, que já mereciam, e foi incrível o que senti nas bancadas nos momentos dos golos e após o apito final, foi tremendo. Parabéns aos nossos adeptos, assim é mesmo ótimo jogar em casa».
Por outro lado, Tiago Margarido afirmou que o jogo foi equilibrado, referindo que o Vitória SC acabou por ser infeliz:
«Parabéns ao Académico de Viseu que fez um jogo competente. Criou-nos algumas dificuldades no nosso momento de pressão, mas no geral penso que o Vitória teve sempre mais ascendente no jogo. Procurámos fazer um jogo sempre ligado, de trás para a frente, e criar envolvimento junto à área adversária, e penso que o conseguimos. No final o jogo partiu e poderia dar para um lado ou para o outro, e acabámos por ser infelizes com o golo nos instantes finais».
O técnico abordou também a falta de eficácia dos vimaranenses neste arranque de temporada:
«Estamos numa fase em que parece que por muito que se tente a bola não entra, e quando o adversário vai lá, e hoje foi lá duas vezes, sofremos dois golos. Tivemos um lance isolado do Samu que não marcou, uma bola no poste do Gustavo Silva, mas pronto, não quero estar sempre a dizer o mesmo. Há que trabalhar».



