O processo em tribunal relacionado com o enfarte sofrido por Iker Casillas ao serviço do FC Porto foi iniciado e Diogo Costa foi chamado a falar.
A 1 de maio de 2019, Iker Casillas sofreu um enfarte, ainda enquanto jogador do FC Porto. O antigo internacional espanhol levou o caso para a justiça exigindo que o episódio seja reconhecido como acidente de trabalho e que as responsabilidades sejam divididas entre o clube portista e a seguradora Fidelidade.
Diogo Costa foi uma das pessoas chamadas a testemunhar na segunda sessão do caso, procurando ajudar a esclarecer a intensidade do treino que antecedeu o episódio. O capitão do FC Porto afirmou que se tratou de um treino «moderado», referindo:
«Era um treino muito mais tático, uma posse de bola em que o guarda-redes tinha pouca intervenção. Lembro-me de ver o Iker sentado à espera da sua vez e, de repente, ‘ai, ai’. Foi algo de muito inesperado».
O guarda-redes português acrescentou:
«Em maio, já no fecho da temporada, o foco está na tática. Analisamos muito vídeo e passamos isso para o relvado. (…) O nível de exigência física é quase zero».
Diogo Costa relatou que a sessão foi iniciada às 10h, com um bloco de 20 a 30 minutos dedicado a mobilidade e alongamentos individuais. A equipa subiu ao relvado apenas às 10h30, para cumprir cerca de 15 minutos de ativação, etapa que contou com corrida ligeira no perímetro do relvado e exercícios específicos para os guarda-redes, assentes no lançamento de bolas para várias zonas:
«Foi muito curto, cerca de 15 minutos. Acho que não fez sprints».
De seguida, a sessão passou para um treino mais tático, no qual os guarda-redes passaram longos períodos fora do exercício:
«Foi ele que começou, depois trocámos, pela experiência que tenho deve ter demorado cinco, seis minutos, mas não consigo precisar quanto foi no dia. No máximo dos máximos, 10 minutos, isto de uma vez, depois troca e há outra repetição».
Diogo Costa revelou o momento em que Iker Casillas pediu ajuda, afirmando que foi a primeira vez na sua vida que lidou com tal situação:
«Foi quando já estava de fora que o Iker pediu ajuda. (…) Foi o primeiro enfarte que assisti, foi um choque, vieram logo socorrê-lo».
Após o guarda-redes português avaliar a intensidade da sessão com nota três numa escala de zero a 10, o cardiologista Luís Seca contrariou as declarações, referindo que Iker Casillas contou que o enfarte manifestou-se num momento de pico de intensidade do treino, funcionando como um ‘gatilho’.
Por fim, Diogo Costa relembrou que vários jogadores do FC Porto visitaram Iker Casillas no hospital, revelando que o espanhol nunca abordou sintomas anteriores e deixando fortes elogios ao lendário guardião espanhol:
«Era um jogador exemplar, com cuidado com a alimentação, tinha um problema de tiróide e tinha cuidado com a alimentação, era um profissional exemplar que eu tentava sempre seguir».

