Jorge Couto antecipou um clássico equilibrado entre FC Porto e Benfica, destacando as várias exigências do jogo e a profundidade dos dois plantéis.
O antigo futebolista do FC Porto, Jorge Couto, antecipou o clássico de domingo no Estádio do Dragão em entrevista à agência Lusa, perspetivando um duelo intenso e de difícil prognóstico entre dragões e águias.
Representante dos azuis e brancos entre 1989/90 e 1995/96, Jorge Couto recusou apontar um favorito claro para o embate:
«Nestes jogos é sempre difícil atribuir algum favoritismo a qualquer uma das equipas. Tendo em conta o equilíbrio, tudo pode acontecer».
Enaltecendo a profundidade nos dois plantéis para lidar com a exigência do calendário, o antigo extremo salientou a importância de gerir as opções:
«Continua a ter um bom plantel, um plantel forte para as competições em que está inserido. É importante que num plantel não sejam só 11 jogadores, ou 14, mas sim os 22».
Sobre as alterações promovidas pelo Benfica no triunfo ante o AC Milan (2-0), acrescentou:
«Foi um sinal de que o plantel funciona bem e está muito bem preparado para a exigência das competições em que está inserido».
Recordando a vivência da semana de antevisão nos tempos de jogador, o ex-atleta destacou o ambiente vivido no Dragão:
«Durante toda esta semana, a malta quer é que chegue rápido o dia do jogo para poder entrar em campo. O estádio está sempre cheio, é criado um ambiente espetacular».
Por fim, Jorge Couto caracterizou a identidade dos campeões nacionais e deixou um conselho quanto ao foco dos futebolistas:
«O ADN do Porto é um bocadinho esse: uma equipa intensa, competitiva, agressiva no bom sentido, de pressionar forte o adversário na tentativa de roubar a bola».
Relativamente à exposição mediática, concluiu:
«O foco principal estará sempre aí, no que tu és capaz ou que tens de fazer, passando um bocadinho ao lado depois esse tipo de informação».

