Em declarações aos meios do AC Milan, Gonçalo Ramos contou o episódio com Ruben Amorim, entre várias memórias relembradas.
Este verão, Gonçalo Ramos tornou-se o reforço mais caro da história do AC Milan, juntando-se ao treinador português, Ruben Amorim. Em entrevista aos meios do clube, o avançado começou por refletir sobre a forma como foi recebido pelos adeptos rossoneri:
«Conheci pela primeira vez os adeptos do Milan em Jacarta, onde temos muitos apoiantes. Foi incrível porque estávamos do outro lado do mundo e conseguíamos sentir claramente o apoio deles. Percebe-se o quão grande é o Milan e o quão fantásticos são os nossos adeptos, que nos dão força e apoio em todos os jogos. Gosto de sentir esse apoio. Nos momentos cruciais, pode ser de grande ajuda».
De seguida, Gonçalo Ramos relembrou o dia em que apontou dois golos, ainda ao serviço do Benfica, frente ao Sporting de Ruben Amorim:
«Quando era muito pequeno, ninguém podia falar comigo depois de uma derrota. Quando ganho, sou ainda pior, quando ganho, enlouqueço literalmente. Lembro-me de quando empatámos 2-2 contra o Sporting e marquei dois golos contra o treinador Amorim. Fiquei muito feliz, mas não falei com o treinador, apenas com membros da sua equipa técnica, o Carlos e o Vital. O Amorim já me conhecia na altura e eu já tinha disputado muitos jogos pelo Benfica. Foi bom e ele teve a oportunidade de me conhecer melhor».
O internacional português abriu o livro sobre as primeiras memórias no futebol e a vida familiar:
«Jogo futebol desde que me lembro. Oficialmente, a minha primeira equipa foi o Olhanense, quando tinha 4 anos. Comecei a jogar com crianças de 5-6 anos. Era o mais novo porque não tinham uma equipa para mim, eu só queria jogar. Esta é a minha primeira memória. Estão sempre a tentar ajudar-me e a ensinar-me coisas novas. Passo muito tempo com o meu avô, mas não conheço muito bem a sua carreira como futebolista. O meu pai ainda hoje me ajuda: ele jogou e compreende melhor do que as outras pessoas o que significa jogar e fazer certas coisas em campo. Ele é o primeiro a exigir mais de mim e o primeiro a dizer-me a verdade. Ele incentiva-me sempre a subir de nível. Sem a minha mulher e o meu filho, tudo seria mais difícil. Só quero dizer que os amo imenso. O meu filho é como a mãe, gosta de falar, eu sou mais reservado».
Gonçalo Ramos deixou ainda um apelo àqueles que ainda não viajaram para Portugal:
«Todos deviam visitar Portugal e o Algarve, porque são lugares especiais. Adoro ver o mar e estar perto dele, nasci e cresci lá, mas não gosto muito de nadar no mar porque tenho medo. Adoro a praia e respirar o ar do mar».
Por fim, o avançado deu a conhecer algumas das suas preferências em várias áreas da vida pessoal:
«Prefiro viver no centro das cidades porque, quando não treinamos, se quiser, tenho algo para fazer. Ouço muito rap português, mas depende do meu humor. Ouço música brasileira, francesa, o Drake. Um pouco de tudo. Adoro jogar basquetebol e gosto de ver a NBA e os Philadelphia 76ers. Agora até contrataram o LeBron James. O meu piloto favorito é o Hamilton. Séries de TV? Peaky Blinders. Filmes? O Planeta dos Macacos. Um dos meus pratos preferidos é a massa à carbonara».
