Jan Bednarek analisou a derrota pesada da Polónia contra a Suécia. Defesa explicou falhas e motivos para novo tropeço.
A Polónia perdeu com a Suécia por 3-1 na segunda jornada da Liga das Nações. No rescaldo da derrota, Jan Bednarek abordou as falhas no comportamento da linha defensiva e deixou elogios a Viktor Gyokeres.
«Joga-se de forma completamente diferente com três ou quatro defesas e creio que todos temos essa noção. O selecionador toma as decisões e nós somos profissionais e temos de lidar com isso a este nível. Parece-me fundamental ter o adversário pela frente quando jogamos com uma linha subida. São aspetos que se conseguem corrigir com relativa facilidade. Faltou comunicação. Se o Tymek Puchacz tivesse gritado ao Kiwior que vinha alguém nas costas, teríamos resolvido a situação. Falta esse entrosamento e há jogadores novos, há mudanças e temos de atingir o nível máximo com maior rapidez».
«Pontos positivos? Encontrámos bem os espaços entre linhas e foi difícil para a Suécia travar a nossa construção na primeira parte. Faltou um pouco de eficácia e mais tranquilidade no passe da ala para o centro. Chegamos à grande área e falta-nos agressividade. O Gyokeres teve um cruzamento e transformou-o em golo. São os pequenos detalhes, são as pequenas coisas em que a Suécia foi superior».
Jan Bednarek analisou ainda os problemas da Polónia na defesa de bolas paradas e recusou apontar o próximo jogo da Polónia, numa altura em que a seleção ainda não somou qualquer vitória.
«Andreas Georgson [treinador de bolas paradas da Suécia, ex-Southampton]? Sim, ele é um fanático pelas bolas paradas e, quando trabalhávamos com ele, dizia que 25% dos golos no futebol atual surgem através de esquemas táticos. Penso que eles têm noção disso. Temos de tirar ilações. Defendendo à zona, podemos destacar alguns jogadores para marcação direta, de modo a bloquear as movimentações deles. São pequenas coisas, pequenos detalhes, mas que podem ajudar os jogadores que estão na zona a ganhar balanço e atacar a bola. Somos perfeitamente capazes de corrigir isto e evoluir enquanto equipa».
«Próximo jogo? Não vale a pena criar uma pressão desmedida e dizer que é o jogo de todas as decisões. É um jogo que vale três pontos e é nisso que temos de nos focar. Queremos juntar o melhor dos dois jogos. Contra a Bósnia estivemos muito bem a nível defensivo e contra a Suécia criámos ocasiões e construímos jogo. O segredo passa por reunir tudo isso e fazer uma partida completa. Espero que este terceiro jogo nos seja favorável e possamos dar muitas alegrias aos nossos adeptos».

