João Simões falou aos meios de comunicação do Sporting. Médio leonino prepara-se para regressar à competição depois de lesão.
João Simões voltou recentemente de lesão e, depois de regressar aos treinos e de regressar à competição – num jogo da equipa B dos leões – prepara-se para regressar à ação na equipa A. A aproveitar a pausa para as seleções, o médio destacou a importância destas três semanas e olhou para a recuperação de uma lesão prolongada.
«Estas três semanas são importantes para ganhar forma física, para ganhar outra vez confiança com bola, para voltar a juntar-me à equipa, aos novos jogadores, aos reforços que não foram à Selecção e que ficaram [a treinar em Alcochete]. É importante e vem numa boa altura».
«Foi muito difícil, como todos podem imaginar. Nenhum atleta gosta de lesões, ainda para mais uma segunda num ano. Foi difícil, mas estamos cá e ultrapassámos mais uma vez. Agora, é uma questão de voltar a ser feliz, voltar a aproveitar com a equipa, com os meus colegas, e voltar a jogar em Alvalade, obviamente. É agora o meu próximo objectivo. Ou até antes, obviamente: quero voltar a jogar para o campeonato, porque o jogo em Alvalade é só para a UEFA Champions League. Faz parte da vida e da carreira de um atleta de alto rendimento, mas já passou».
João Simões analisou ainda a reformulação no meio-campo do Sporting, onde é o único resistente relativamente à próxima época, e analisou o arranque de época leonino, com três empates nas jornadas inaugurais da Primeira Liga.
«Estão a adaptar-se muito bem à ideia de jogo do mister. Tento passar-lhes um pouco do ADN Sporting que me foi passado a mim, enquanto atleta da formação e agora enquanto sénior. Tento ao máximo ajudá-los também, apesar de ser jovem, no sentido de mostrar o que representa o Sporting CP e o quão importante é, para eles e para mim, estar onde estamos. Em relação ao que eu posso acrescentar, [é] muito pela energia, pela parte física do jogo. Sinto que ainda tenho muito para dar, porque sou jovem, tenho de crescer muito. Aproveito para crescer com os meus colegas novos, que têm características diferentes. O Sergi [Altimira], que veio de uma La Liga, com experiência, o [Issa] Doumbia, que vem de Itália, também com experiência, e agora está na Selecção italiana. O Pedro Lima, também com uma boa experiência, e o Silas [Andresen], que vem de um contexto bastante interessante, da Dinamarca, e também é jovem. Tento ao máximo buscar um pouco de todos, como antes olhava para o [Hidemasa] Morita, para o Dani [Bragança], para o Morten [Hjulmand], para o [Giorgi] Kochorashvili, todos bons exemplos com outras ideias. Por isso, tento buscar um pouco de cada um e é por aí que vou tentar ajudar e ser ajudado».
«Temos jogadores muito jovens, com uma grande margem de progressão. Acima de tudo, há que ter um pouco de paciência, porque perdemos muitos jogadores e entraram muitos novos, que têm de se adaptar ao estilo de jogo, aos jogadores que já estão cá. É algo que demora um pouco de tempo, mas, mesmo assim, estamos a mostrar qualidade. Empatámos alguns jogos, se calhar desligámos um pouco nessa altura, mas faz parte do futebol. Agora, temos de dar resposta no próximo jogo, com o SC Braga. Nestas três semanas, estamos a preparar-nos para isso: para dar resposta. É aí que se vêem as grandes equipas e os grandes jogadores. É nessas alturas em que as coisas não estão a correr tão bem. Temos de assumir e reconhecer a responsabilidade que temos, a capacidade que temos e a [margem de] progressão que temos. Por isso, estamos longe de estar no nosso máximo, estamos longe do nosso melhor, mas procuramos todos os dias chegar lá e atingir esse nível».

