O Benfica perdeu por 3-0 com o Bayern Munique na segunda jornada da Champions League Feminina. Eis as destaques do jogo.
Diana Gomes e Tinkara Testen: Uma exibição de alto nível das duas centrais do Benfica do ponto de vista defensivo. A estratégia era ousada pois, simultaneamente, perspetivava um jogo sem bola prolongado e uma linha defensiva subida. Ainda assim, quer mais altas, quer mais baixas – e num constante duelo com Jovana Damnjanovic – conseguiram proteger bem a área. Com bola, depois de um início hesitante, que motivou, por exemplo, um cartão amarelo a Testen bem cedo, conseguiram ganhar conforto. Foi já tarde que o Bayern marcou e entende-se facilmente o porquê.
Lúcia Alves: A estratégia do Benfica estava muito dependente do trabalho das duas extremos, quer com bola, quer sem bola. Foi a internacional portuguesa a que mais se destacou. Sem bola, conseguiu perceber os espaços e marcações a acompanhar (baixando para a linha defensiva, mantendo-se na linha média ou fechando por dentro a entrada da bola nas médias alemãs) e com bola foi frequentemente um ponto de escoamento de jogo. O cenário não era fácil e a exibição foi positiva.
Lena Pauels: Era preciso uma exibição impositiva da guarda-redes alemã, num jogo certamente com um significado especial, e assim se sucedeu. Soube dar conforto ao Benfica, quer com intervenções mais complicadas, onde acumulou alguma defesas de alto grau de dificuldade, quer em lances aparentemente de mais simples resolução. Qualquer jogo deste género, contra uma equipa de poderio superior, precisa de uma exibição afirmativa nas redes, e assim foi. Nos golos tardios, pouco há a apontar.
Pernille Harder: Aos 33 anos, continua a ser um regalo à vista no futebol europeu. A avançada beneficiou do trabalho de Damnjanovic, sempre a procurar prender as centrais e alargar os espaços entre linhas, para circular com liberdade a toda a largura. Sabe interpretar espaços e tem inteligência tática e rescursos técnicos. Prova disso, a “assistência falsa” para o golo do Bayern Munique. Ainda foi a tempo de, num final de jogo já algo descaracterizado, marcar o seu golo.
Klara Buhl: Depois de longos períodos algo distante do jogo, com a lateral Franziska Kett a envolver-se por dentro e a gerar superioridades, apareceu na partida para começar a ser elemento diferencial. Com o jogo mais partido na segunda parte, o espaço aumentou e a avançada alemã apareceu. Com ruturas, movimentos nas costas e capacidade para finalizar – a formação foi em zonas mais centrais – acabou por definir o resultado com um grande remate.
Franziska Kett: Muito mais evidente no momento ofensivo que defensivo, mas desde cedo com forte impacto no jogo das alemãs. Procurou sempre, durante os primeiros largos minutos, gerar vantagens a partir de posicionamentos mais interiores e contribuiu para os lances capitais do Bayern Munique em campo. Com uma assistência e um golo, viu recompensada a boa exibição e os pergaminhos táticos que já seriam destaque.



