Jorge Jesus vai falar com os jornalistas depois da vitória de Portugal contra a Dinamarca por 4-2, em jogo da Liga das Nações.
Jorge Jesus vai analisar a vitória de Portugal contra a Dinamarca por 4-2, num encontro que se realizou durante a noite desta quinta-feira e era válido pela terceira jornada da Liga das Nações.
O selecionador vai aparecer em breve na sala de imprensa do Parken para falar com os jornalistas sobre vários temas.
«Cristiano Ronaldo? Uma vitória com muita qualidade. 4 golos, exibição, na minha opinião, a um nível alto. Isto é mais importante do que tudo o resto que aconteceu. Quero focar-me no jogo, no próximo jogo no Dragão, com o nosso povo que vai lotar o Dragão. É o mais importante neste momento para mim».
«Arrependimento de dizer que há jogadores com outro estatuto? 0. Continuo a pensar da mesma maneira. Há jogadores com estatuto, para mim é claro como a água. As regras são iguais para todos. Sempre pensei e continuarei a pensar».
«Capacidade de reagir ao empate? Isso é muita experiência dos jogadores. Jogam em grandes equipas. Passam por processos na carreira parecidos. Estarem a ganhar e os adversários empatarem, mas eles acreditam. A equipa acredita coletivamente no que a equipa faz. Dos três, hoje foi o melhor jogo na minha opinião. São mais alguns treinos, nalguns momentos de jogo a equipa conseguiu fazer coisas que não consegui fazer. Já trabalhei o ataque posicional, o golo do Gonçalo é de uma jogada fantástica, do João também no contra-golpe, mas a ideia foi o que desenvolvemos. O futebol não se ganha só pelo ataque posicional. Como todos sabem tem cinco momentos de jogo. Na bola parada, contra equipas mais poderosas, a equipa está a dar boa resposta. Faz com que as coisas estejam mais perto da vitória. Fizemos golos de grande qualidade. Foi uma vitória importante, são todas. Cada vez mais acreditam no que estamos a fazer».
«Mensagem do grupo para o exterior? Não é mensagem nenhuma. É uma mensagem de qualidade. Essa é a mensagem que quero que a equipa dê, de qualidade, conhecimento, sem medo de arriscar a defender. Jogamos dentro do meio-campo adversário, com o central na área se for preciso. Aceita o risco e confia. Os jogadores gostam desta ideia, deste risco. São jogadores com muita qualidade».
«Assobios e agradecimento aos adeptos? Assobios? Não ouvi assobios dos adeptos portugueses. Estive lá perto, não ouvi nada disso. O importante depois da vitória e quando não ganhas é saberes respeitar os adeptos pelos quilómetros que fazem para estar ligados à seleção. Nestes últimos anos, fui emigrante, trabalhei fora do meu país. Ser emigrante fora do país, és muito mais português, tens mais sentimento. Percebo e estas pessoas identificam-se com a bandeira, o povo e o país. Sei dar valor a isso».
«Momento com os jogadores e adeptos no final do jogo? Se olharem para o meu passado como treinador, também faço a mesma coisa. No Al Nassr fazia a mesma coisa. Quando ganhava até bongo tocava com o Cris. A minha aproximação aos adeptos é total, mas por Portugal é diferente. É outro sentimento, vocês também o sentem e estão super felizes pela ideia, maturidade da equipa. No fim, se ganhas, estás satisfeito e partilhas com os adeptos. Esta é a vida do treinador. Só há uma coisa que nos garante: a vitória. Sei lá se tenho o país comigo. Isso eu não sei. Gostava de ter».
«Boa exibição? Vamos jogar ao Dragão com a Noruega. Não será importante? Vai ser, uma vitória, jogar bem, ver os adeptos com orgulho na seleção. É a vitória que garante a tua qualidade e da equipa. Vai dar sempre ao mesmo, passe-se o que se passar».
«Bruno Fernandes? Fez uma segunda parte melhor que a primeira. Disse-lhe ao intervalo que a equipa precisava mais do jogo dele. Na posição, peço e exijo coisas que, quando sinto que não acontecem, digo que tem de fazer mais isto e isto. Se não fizer, o jogo não sairá tão perfeito. Na segunda parte, esteve melhor no jogo, mais determinante, passe telecomandado para o golo do Vitinha. Esteve no espaço que parece que não é de ninguém, mas quem sabe andar lá, tem muita importância. Esteve muito bem».
«Controlo da profundidade defensiva e 4.º golo? São duas coisas, defender e atacar. O segundo golo [da Dinamarca] é o risco. Não há outra fórmula. Tens de acreditar. Para jogar no meio-campo adversário tens de jogar no HxH. O treinador da Dinamarca obrigou o primeiro avançado e o segundo avançado a sair da marcação, obrigava os centrais a sair ao mesmo tempo. Temos de trabalhar melhor, mas é o risco».

