André Villas-Boas celebra aniversário da Casa do FC Porto de Chaves: «Temos um objetivo muito concreto de chegar aos 200 mil sócios o mais rapidamente possível»

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André Villas-Boas marcou presença na celebração dos 25 anos da Casa do FC Porto de Chaves. Presidente azul e branco falou à margem do evento.

André Villas-Boas esteve presente no 25.º aniversário da Casa do FC Porto de Chaves. À margem da comemoração, o presidente do FC Porto falou de vários temas relativos ao universo azul e branco.

«Vitória sobre o Deportivo? É uma paragem longa, uma mudança radical de paradigma relativamente às paragens internacionais. Portanto, foi um primeiro teste. Para já, no FC Porto, tudo tem corrido bem relativamente à prevenção de lesões. Do ponto de vista dos clubes, o mais importante é o regresso dos jogadores ao clube sem lesões e disponíveis para o serviço do clube. Foi um bom teste ontem com o Deportivo. Seguramente, o mister tirará as melhores ilações do jogo, mas foi um bom teste e, sobretudo, esperamos que sirva para regressarmos fortes ao campeonato, que é o que mais desejamos. É uma longa paragem, são três semanas. Temos muita gente fora, que queremos recuperar rapidamente e sem lesões. Foi um bom teste de preparação para os jogos que se avizinham».

«Liderança? É um bom prenúncio, mas não quer dizer nada. Estamos de pés bem assentes na terra. É tudo muito prematuro ainda. Vão começar deslocações difíceis, desde logo à Madeira, ao Gil Vicente e ao Bétis de Sevilha para a Liga dos Campeões.Estamos numa fase ainda muito prematura da época. Foi um bom arranque, um arranque histórico também, pelo qual temos de felicitar, evidentemente, o treinador e a equipa pelo trabalho que estão a realizar. Esperamos que outubro se revele tão forte como foram agosto e setembro e que nos dê uma boa continuidade até à próxima paragem internacional de novembro».

«Chris Smalling? Foi apenas um reforço. Uma ida ao mercado de um pedido específico do treinador, que o clube aceitou. Neste momento, temos as máximas garantias dentro do plantel para vencer o título, que é aquilo que mais ambicionamos. Temos um plantel com muita profundidade na frente, na defesa, no meio-campo, no ataque e também na baliza. O treinador está satisfeito neste momento com o plantel, que é dado como fechado. Foi um pedido específico dele, que o FC Porto aceitou e acabou por reforçar a sua defesa. Não está relacionado com nenhuma lesão».

«Reforços? Cabe ao treinador tirar as ilações do jogo. Acho que é importante dar minutos a alguns jogadores, nomeadamente aos que ainda não tinham tido a oportunidade de jogar 90 minutos e também alguns minutos no caso do Gabriel Mec e do Souza. É importante para eles ganharem ritmo, ganharem dinâmicas na equipa, conhecerem o método e conhecerem o modelo de jogo. Agora há uma disponibilidade quase total. Quando tivermos concluído a recuperação do Gabri Veiga, do Seko Fofana, do Nehuén Pérez e do Martim Fernandes, teremos o plantel todo à disposição. Penso que será muito em breve, estarão todos disponíveis para o treinador».

«Regresso de Samu? O Samu tem uma fome de golo enorme. Regressou mais cedo e com toda a sua motivação. Vimos a alegria com que celebrou a vitória no Cássico e o significado que isso teve para ele. Acho que uma lesão tão longa, tão prolongada e difícil para estes atletas é muito complexa, é complicada, e há muitas emoções negativas associadas à mesma. Foi um desafogar de alegria que todos presenciámos. Espero que a continuação da época seja ótima».

«Relvado do Marítimo? É um dos relvados menos bem classificados da Primeira Liga. Isso está bem documentado e registado. Seguramente, o Marítimo tudo fez nas últimas três semanas para recuperar o relvado da melhor maneira. O FC Porto tem estado em contacto com a Liga Portugal relativamente a esse assunto e têm-nos sido dadas garantias sobre a qualidade do relvado, ou sobre a melhoria da sua qualidade. Esperemos que assim seja. De todas as formas, os relvados serão iguais para todos e o FC Porto tem de corresponder, sejam quais forem as condições que vai encontrar».

«Aniversário? Esperamos que sim. Estamos muito satisfeitos com a dinâmica relacionada com o associativismo no FC Porto, que tem crescido cerca de 20% ao ano desde 2024. Portanto, estamos muito perto de atingir os 190 mil sócios, que correspondem a diferentes regiões do país e também ao estrangeiro. Temos um objetivo muito concreto de chegar aos 200 mil sócios o mais rapidamente possível e isto tudo sem ainda termos inovado e lançado campanhas para a angariação de novos sócios. Portanto, o FC Porto quer cimentar a sua posição, nomeadamente a sua posição associativa. É claro que em breve teremos uma renumeração e essa renumeração poderá voltar a trazer um equilíbrio aos números, no fundo, dando uma perspetiva real do número de associados do FC Porto. De todas as formas, isso não nos afasta do objetivo de chegar rapidamente aos 200 mil sócios e, depois, aos 250 mil. É esse o nosso objetivo».

«Seleção no Dragão e Ronaldo? Acho que nenhum cidadão português fica indiferente ao que se passou. Em primeiro lugar, acho que todas as decisões por parte de um treinador são soberanas, tenham elas mais ou menos justificação. Aos olhos dos jogadores, parecem sempre mais complicadas de entender. Algumas vezes são mais fáceis, outras vezes mais complicadas, mas a voz do treinador é soberana. Portanto, todas as suas decisões são soberanas. Assim deve ser nos clubes e assim deve ser também nas seleções. É claro que um jogador com a dimensão de Cristiano Ronaldo, tendo em conta tudo o que fez pelo país e tudo o que fez pela seleção, não pode terminar a sua história desta maneira. Espero uma boa resolução do caso por parte dos responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol, onde o presidente Pedro Proença assume a figura principal, para que haja uma boa resolução do caso. Compreende-se o envolvimento de todo o país neste caso, com reações quase diferentes e muitas opiniões sobre o mesmo. Agora, tudo aquilo que Ronaldo deu ao país, à Seleção e à sua marca, e tudo aquilo que a marca Ronaldo representa para Portugal, é muito valioso. Espero sinceramente que haja uma boa resolução do caso. De todas as formas, na vida dos balneários, manda a voz do treinador. A voz do treinador deve ser sempre soberana. Cabe ao jogador aceitar aquilo que o treinador decide, em que momento decide, se decide ou não, a seu favor ou não. É assim que deve funcionar nos clubes e é assim que deve funcionar nas federações».

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Diogo Ribeiro
Diogo Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
O Diogo tem formação em Ciências da Comunicação, Jornalismo e 4-4-2 losango. Acredita que nem tudo gira à volta do futebol, mas que o mundo fica muito mais bonito quando a bola começa a girar.

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