Pedro Proença falou depois do Portugal x Noruega. Tema Cristiano Ronaldo foi analisado pelo presidente da FPF.
Pedro Proença falou depois do Portugal x Noruega no Estádio do Dragão. A Seleção Nacional venceu por 2-1 na 4.ª jornada da Liga das Nações e, depois do encontro, o presidente da FPF falou de Cristiano Ronaldo e do abandono da seleção.
«Jorge Jesus presente e futuro? Muito satisfeito neste novo ciclo. Novo treinador e metodologia. Os resultados falam por si. 25 jogadores de eleição, nova equipa técnica e primeira seleção classificada para os quartos de final. Sentimos que os portugueses voltaram a acreditar na nossa seleção. É o resultado dos jogadores, da nova equipa técnica e do suporte da FPF. O futebol português tem tudo para ganhar, gerações de jogadores absolutamente extraordinárias. Este era o registo que tínhamos prometido, apenas com 14 dias. São jogadores de grande capacidade. Deixar o registo, 4 jogos, 4 vitórias, primeira equipa apurada».
«Cristiano Ronaldo? Não vou dar esses esclarecimentos. Conversas normais entre treinadores e jogadores, o presidente não se mete. É o melhor jogador de todos os tempos, que deu muito em duas décadas. Temos de lhe prestar vénia. O Cristiano Ronaldo está na seleção por mérito desportivo. Tem de ser inquestionável. Fará parte deste grupo sempre que, tecnicamente, estiver capaz. Ele sabe disso, sabe que é esse o pensamento. Estamos perante um mal-entendido que tem de ser resolvido dentro de casa. Os jogadores mostraram a relação umbilical com o capitão. Faz parte da seleção, é a nossa bandeira, capitão do primeiro dos jogos. O treinador garantiu que conta com ele em condições físicas. É uma marca portuguesa, um jogador extraordinário. Podia ter terminado a carreira, não o quis fazer pelo amor à seleção. Sou testemunha da relação com o povo português e com a seleção. Vamos ter tempo e tranquilidade para resolver um mal-entendido. Resolvem-se com o triângulo FPF, treinador e jogador. Cristiano Ronaldo faz parte do património e estará cá sempre que o mister quiser».
«Abandono da competição como exemplo e casa sem regras? Não. As dinâmicas acontecem no grupo de trabalho e a FPF resolve as situações em casa. Existe uma relação forte entre Jorge Jesus e Ronaldo. Assim não fosse e já tinha abandonado a seleção. Queremos em novembro estar todos novamente com a nossa seleção».

