O melhor elogio que podem fazer a LeBron James

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Cabeçalho modalidadesEm todos os desportos, a incessante procura pelo melhor de sempre torna os mais fanáticos adeptos em autênticas bestas. Repare-se no exemplo do futebol: no século XXI, somos uns privilegiados por podermos ver, semana sim, semana sim, o talento e a genialidade de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Mas somos obrigados a escolher um lado; a gostar de um e a odiar o outro.

No basquetebol, acontece algo parecido. Michael Jordan foi durante muito tempo a bandeira deste desporto e, mesmo depois de Kobe Bryant, o homem mais próximo de o destronar é LeBron James. Porém, em vez de termos a capacidade de nos sentarmos e apreciarmos o jogo de ambos, somos obrigados a escolher lados, onde os “defensores” de um ou de outro entram em discussões estatísticas sem sentido, como se não houvesse lugar para os dois no topo.

Na semana passada, LeBron James tornou-se no melhor marcador de sempre dos playoffs da NBA, levantando mais uma vez a dúvida sobre quem é o melhor basquetebolista de sempre. O extremo dos Cavs é, claramente, o rosto da NBA na última década. O último ano em que o nome de James não fez parte da ficha de jogo das finais foi em 2010. Se o número não é suficiente para vos impressionar, saibam que foi nesse ano que “Avatar” ou “Sacanas Sem Lei” perderam o Óscar de melhor filme para “Estado de Guerra”. David Cameron foi eleito primeiro-ministro inglês, Barack Obama ia ainda no seu primeiro mandato e o já referido Kobe Bryant levava os Lakers a mais um título, sobre os Celtics de Pierce, Garnett e Ray Allen. Sim, foi há muito tempo que LeBron viu umas finais da NBA pela TV.

Para além de mais uma presença em finais da NBA, LeBron garantiu um recorde que procurava há algum tempo Fonte: USA Today
Para além de mais uma presença em finais da NBA, LeBron garantiu um recorde que procurava há algum tempo
Fonte: USA Today

O que me faz voltar ao tema principal deste texto. James, provavelmente, ainda não atingiu o nível mítico do 23 dos Bulls. Toda a gente conhecia Jordan. Todos os miúdos queriam ser Jordan e quem viveu essa altura acaba por ter sempre uma maior inclinação para Jordan. Porque Jordan foi o ídolo dessa geração. Tal como quem viu LeBron nos anos em que começa a ser fã terá uma maior afinidade para com o jogador dos Cavs. Mas o maior elogio que se pode fazer a LeBron James é mesmo incluí-lo nesta discussão. Vê-lo bater recordes e haver quem tenha de arranjar por vezes estatísticas mirabolantes para provar que Michael Jordan era melhor. Essa questão de “ser melhor” é demasiado subjetiva, tendo ambos vivido em eras diferentes do basquetebol.

Mas, depois de Jordan, pensou-se que aquele era o pináculo do basquetebol. Que nunca haveria alguém tão dominante e capaz de mover multidões atrás de si. Que o que de melhor veríamos na NBA era aquilo, algo impossível de ultrapassar. Mas eis que surge LeBron James, um miúdo de Akron, Ohio. Estrela do secundário, diretamente para as luzes da ribalta da maior liga do mundo. E, depois de algumas épocas complicadas, já não dá para pensar nas finais da NBA sem James a comandar uma das equipas. James é dominante e move multidões, como Jordan fazia. E só o facto de estar na discussão do melhor de sempre é, por si só, uma vitória. Por isso, aproveitem enquanto podem e desfrutem do seu basquetebol. Porque, mais tarde ou mais cedo, surgirá alguém tão bom ou melhor do que ele. E, no entanto, tão único como é LeBron ou como foi Michael Jordan.

Foto de Capa: Sporting News

António Pedro Dias
António Pedro Diashttp://www.bolanarede.pt
Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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