Roland Garros 2017: Chegou a hora de escrever um só nome no troféu

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Cabeçalho modalidadesÉ o encontro que todos esperavam. Rafael Nadal chega, aos 31 anos, ao encontro que o colocará a um passo de alcançar o que muitos apelidaram de impensável: vencer 10 vezes o Major francês Roland Garros. E Nadal parece estar tão forte quanto aquele jovem guerreiro e atrevido que vimos nas edições de 2005, 2006, 2007 etc. O espanhol chega à derradeira partida tendo perdido um número absurdamente baixo de jogos (29) em 6 encontros disputados e passou menos tempo que nunca no court, num torneio do Grand Slam.

Para alcançar La Decima, no entanto, o maiorquino terá de superar um Stan “The Man” Wawrinka que apenas cedeu dois sets (ambos na meia-final frente a Andy Murray) ao longo de toda a quinzena e que muitos já incluem no novo lote dos “Big Five”. A somar às excelentes exibições do suíço em Paris, este vem de uma série de 10 vitórias consecutivas – venceu o torneio de Genebra antes de viajar para França – e segundo o próprio, sente-se “extremamente confiante acerca do trabalho que tem desenvolvido nos últimos dias, semanas, meses e anos.”

Fonte: C. Dubrueil/FFT
Fonte: C. Dubrueil/FFT

Rafael Nadal é, indiscutivelmente, o grande favorito para vencer hoje o seu 10º troféu em Roland Garros. Não só pelo que representa a “marca” Nadal em pó de tijolo – particularmente no complexo de Roland Garros – mas principalmente pelo ténis agressivo e simultaneamente muito consistente que voltou a mostrar nesta época de terra batida, ao que se junta uma motivação quase sobre-humana para um atleta que aos 31 anos já conquistou o Olimpo da modalidade há alguns anos.

O pouco tempo que passou em court durante estes últimos 15 dias é uma “autêntica faca de dois gumes” para o espanhol: se por um lado afastou o desgaste excessivo e poupou o seu físico (frágil e muito propenso a lesões) por outro, chega à Final sem ter “suado” verdadeiramente e essa falta de ritmo pode ser um fator determinante, ainda mais quando se tem do outro lado da rede um “animal competitivo” como Wawrinka.

Fonte: C. Dubrueil/FFT
Fonte: C. Dubrueil/FFT

O suíço por sua vez chega de uma maratona frente ao número 1 do mundo Andy Murray, na qual o helvético disparou 87 winners e acima de tudo revelou-se forte física e psicologicamente, e essa será, na minha opinião, a chave do encontro: a atitude de Stan Wawrinka. Como o próprio reconhece, apesar de defrontar aquele que considera “o melhor tenista de sempre em terra batida”, sabe que “quando está mentalmente focado no encontro, é muito difícil de ser batido”.

Dono de um poder de fogo quase ímpar no circuito, Wawrinka terá na sua pancada de esquerda uma arma fundamental para ambicionar derrotar Nadal – que prometeu jogar de forma “muito agressiva, para que ele [Stan] não controle o rumo da partida”. Apenas uma coisa é certa: espera-nos uma tarde de ténis fantástico com dois Senhores da modalidade frente a frente, prontos para marcar o seu nome mais uma vez na história do torneio, da modalidade e do desporto.

A minha aposta:

Vencedor do encontro : Rafael Nadal (1.16)

Foto de Capa: Roland Garros

Henrique Carrilho
Henrique Carrilhohttp://www.bolanarede.pt
Estudante de Economia em Aarhus, Dinamarca e apaixonado pelo desporto de competição, é fervoroso adepto da Académica de Coimbra mas foi a jogar ténis que teve mais sucesso enquanto jogador.                                                                                                                                                 O Henrique escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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