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Konyaspor 2-1 Vitória SC: Meio campo vimaranense insuficiente para a equipa turca

Pedro Paupério · 3 min

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Na segunda jornada do grupo I da Liga Europa, o Vitória de Guimarães saiu da Turquia derrotado pelo Konyaspor.

O jogo começou equilibrado, com a posse de bola repartida pelas duas equipas, ainda que a bola circulasse predominantemente no meio campo da equipa portuguesa. O Vitória, com as linhas mais baixas, conseguia ter posse apenas na primeira fase de construção, procurando explorar essencialmente as transições através da velocidade dos homens da frente. Héldon, num cruzamento-remate, quase surpreendeu Kirintili, mas o guardião turco estava atento e defendeu para canto. Na resposta, Milošević quase conseguia um golaço, com o remate de fora de área do número 11 do Konyaspor a ir à trave, na sequência de uma boa jogada individual.

Com o passar do tempo a falta de capacidade para ter bola do meio campo vitoriano permitiu que o Konyaspor crescesse na partida e os turcos chegaram mesmo ao golo à passagem do minuto 24: Lançamento lateral do lado esquerdo do ataque do Konyaspor, a bola a ser colocada longa ao primeiro poste e o ponta de lança Friday a ganhar nas alturas e a colocar na pequena área, onde Musa Araz se antecipa a Wakaso e encosta para a baliza de Miguel Silva.

Festejos no golo do Konyaspor Fonte: Konyaspor
Festejos no golo do Konyaspor
Fonte: Konyaspor

A equipa portuguesa acusou o golo sofrido e, embora tentasse subir as linhas e ter a bola no meio campo adversário, a distância entre os médios causava muitas dificuldades nos momentos de organização ofensiva (Wakaso baixava permanentemente para o meio dos centrais e Hurtado juntava-se em demasia a Estupiñán, deixando Celis sozinho no miolo). Assim, a primeira grande oportunidade de golo da equipa de Guimarães surgiu apenas ao minuto 34, com Héldon a receber entre linhas na zona interior do flanco esquerdo, a fletir para dentro e a rematar de fora de área para defesa incompleta do guarda redes do Konyaspor. Na recarga, Raphina a atirar por cima em excelente posição.

Até ao intervalo as melhores oportunidades pertenceram mesmo ao Konyaspor, que expunha as fragilidades da defesa do Vitória, demasiado passiva sobretudo nas laterais, com o extremo Milošević e o ponta de lança Musa Araz a causarem muitas dores de cabeça. O resultado, contudo, permaneceria inalterado.

Para a segunda parte Pedro Martins fez entrar Moreno (Pedrão saiu lesionado) e Francisco Ramos para o lugar de Wakaso, numa tentativa de melhorar a posse de bola da equipa portuguesa mas foi o Konyaspor a marcar de novo: bola nas costas do lado esquerdo da defesa do vitória, com Konan a abordar mal o lance e Skubic a cruzar para a zona da marca de penalty, onde Milošević cabeceia certeiro para a baliza de Miguel Silva.

O golo a abrir a segunda parte abalou o Vitória, que procurou ter mais bola no meio campo contrário mas sem conseguir criar perigo, faltando jogo coletivo à turma de Pedro Martins.

Ao minuto 71 o técnico português fez entrar o jovem Hélder Ferreira para o lugar de Estupiñán, passando Héldon a jogar junto a Hurtado no centro do ataque. A alteração surtiu efeitos imediatos: três minutos depois, o extremo cabo-verdiano recebe entre linhas um cruzamento de Konan, consegue soltar-se da marcação turca e assiste Hurtado com um cruzamento para a entrada da área, com o jogador peruano a rematar forte para o 2-1.

Até ao final o Vitória de Guimarães ainda procurou o empate, tentando subir ainda mais no terreno mas faltou uma melhor definição dos lances, sendo que o único lance digno de registo ocorreu apenas aos 91 minutos, num remate de meia distancia de Francisco Ramos à figura do guarda redes turco.

A FIGURA

Fonte: Konyaspor
Fonte: Konyaspor

Deni Milošević – O extremo esquerdo da equipa turca fartou-se de desequilibrar, expôs as dificuldades defensivas da equipa portuguesa (João Aurélio foi ultrapassado várias vezes), marcou o segundo golo e esteve muito perto de marcar aquele que seria seguramente um dos golos da jornada, num brilhante remate ao poste da baliza de Miguel Silva.

O FORA DE JOGO 

Fonte: Vitória SC
Fonte: Vitória SC

Meio-campo vimaranense – Celis foi quem mais se destacou pela negativa, mas a verdade é que a responsabilidade tem de ser atribuída a todo o meio campo da equipa portuguesa. No momento da construção, Wakaso aparecia mais como um terceiro central (a situação não melhorou com Francisco Ramos) e Hurtado jogava quase sempre na mesma linha de Estupiñán, o que deixou o ex-jogador do Benfica isolado no miolo e impossibilitou a equipa portuguesa de controlar a posse de bola.

Pedro Paupério

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