Corridas, geralmente são ao fim de semana

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Cabeçalho modalidadesQual o significado deste título? Significa toda uma preparação para um fanático como eu! Ainda mais, quando se corre durante vinte e quatro horas seguidas. Significa ir comprar muita água, para hidratação, e comida para ir petiscando.

Bandeira verde às duas da tarde em Daytona Beach, Flórida, sete da noite em Lisboa. E lá começou o campeonato americano de endurance (IMSA). Partiram cinquenta carros… e o vencedor desta maratona motorizada? O carro número cinco da Mustang Sampling Racing (Cadillac Daytona Prototype International), conduzido por João Barbosa, Filipe Albuquerque e Christian Fittipaldi. Esta foi a terceira vitória para João Barbosa e a primeira à geral para Filipe Albuquerque. O trio luso-brasileiro, que partiu de terceiro na largada, completou oitocentas e oito voltas ao circuito. Filipe Albuquerque foi o primeiro a entrar no carro e logo na largada saltou para segundo da geral. Mais atrás António Félix da Costa, que também também correu na categoria dos protótipos, acabou em quinto.

Já Álvaro Parente, levou o Acura NSX da Michael Shank Racing, que dividiu com Katherine Legge, Trent Hindman e A.J. Allmendinger, ao segundo da classe GTD. Esteve sempre na luta pela vitória, e não foi uma saída de pista por parte de Katherine Legge, que fez desistir da corrida. Nota altíssima para Parente. O piloto português foi pela primeira vez ao traçado americano e desde logo conseguiu excelentes performances com um carro que ainda está uns furos abaixo da concorrência (Acura NSX GT3). Para Pedro Lamy a corrida foi menos boa. Apesar de partir da pole da classe, com o Ferrari número 51 da Spirit of Race, não terminou, devido ao acidente do seu colega Paul Dalla Lana, na volta quinhentos e setenta e um. A participação portuguesa foi extremamente positiva com uma vitória, um pódio e um quinto lugar.

Fonte: Álvaro Patente
Álvaro Parente chegou ao pódio com o Acura NSX GT3
Fonte: Álvaro Patente

Em termos gerais a corrida teve poucos intervalos. Albuquerque saltou para primeiro após a primeira ronda de pit stops. Daí nunca mais saiu, apesar de nas últimas voltas o carro número cinco ter tido problemas de sobreaquecimento do motor, e de até rodar em tempos equivalentes às classes inferiores. À noite, chegou a chuva, e aí quem dominou foram os Acura número seis e número sete, mas acabaram com problemas e afastados da luta pela vitória. A Mazda teve uma desastrosa corrida. Os protótipos da marca nipónica tiveram muitos problemas. O número cinquenta e cinco acabou a pegar fogo a cerca de cinco horas do fim. Azar este que se acabou por estender aos Nissan da ESM, que tiveram imensos problemas mecânicos. Em relação a Fernando Alonso, que fazia a sua estreia nesta mítica prova, o seu carro (Ligier JS P127) acabou em trigésimo oitavo, a noventa e uma voltas do líder

Na categoria GTLM, a história foi mais simples. Os Ford GT dominaram por completo. Os dois carros da Ford Chip Ganassi Racing acabaram em primeiro e segundo (número sessenta e sete e o número sessenta e seis, respetivamente). No terceiro lugar seguiu-se o Chevrolet Corvette C7.R número três.

Fonte: Daytona International Speedway
Fernando Alonso correu o Ligier #23
Fonte: Daytona International Speedway

Na categoria GTD, a vitória sorriu ao Lamborghini número onze. A uma hora do final, a vitória nesta categoria ainda estava muito renhida, mas uma falha na estratégia do carro número trinta e três, fê-lo parar nas pit para reabastecer, deixando a liderança ao carro onze. A equipa austríaca, Grasser Racing, levou o seu carro à primeira vitória da marca italiana em corridas de vinte e quatro horas. De denotar que o carro número onze era o último classificado na grelha de partida.

Novos recordes foram quebrados: o recorde de distância percorrida pelos protótipos -4 629.24583 quilómetros ou 2876.48 milhas. Este recorde perdurou durante trinta e seis anos. O recorde de voltas também foi quebrado, passando agora a ser de oitocentas e oito voltas. A próxima etapa deste campeonato acontece de catorze a dezassete de março, na Flórida na pista de Sebring (12horas de Sebring).

Foto de Capa: Filipe Albuquerque

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