Com um dos Drafts mais imprevisíveis dos últimos anos na NFL a aproximar-se e com apenas Fernando Mendoza a número um para os Las Vegas Raiders a parecer uma certeza, há muito por onde especular. E, um dos atletas mais propensos a esse exercício é Ty Simpson. O Quarterback de Alabama é visto de forma quase unânime como o segundo melhor jogador disponível na posição mais importante, mas do topo da primeira ronda ao deslize para o segundo dia, há previsões para todos os gostos quanto ao local no qual será escolhido.
Após algumas aparições esporádicas nas suas primeiras três temporadas em Alabama, Ty Simpson conquistou este ano a titularidade numa das mais prestigiadas equipas do Futebol Universitário e, do ponto de vista estatístico, cumpriu. 3567 jardas pelo ar e 28 Touchdowns para apenas 5 intercepções são resultados bons, mas que também não entusiasmam em demasia. O que é mais difícil demonstrar em números é que a época de Simpson foi marcada pela inconsistência. Os altos empolgam e fazem acreditar que pode ser um jogador de fazer a diferença, mas os baixos preocupam e fazem duvidar da sua capacidade de liderar um ataque no nível profissional.
O que mais chama à atenção é o seu braço forte e a sua precisão, especialmente nas bolas longas, sem medo de visar Receivers bem marcados e acertando num lugar certo onde lhes colocar a bola. O seu outro grande atributo é a sua presença e o seu jogo sob pressão. Lê bem o jogo, avança pelas suas progressões a um nível profissional e, quando a sua bolsa colapsa, é capaz de manter a calma e encontrar soluções para manter viva a jogada.
Por outro lado, a sua postura e jogo de pés ainda necessitam de melhorar e a suas mecânicas de passe também deixam algumas vezes a desejar, o que pode particularmente diminuir a sua capacidade de colocar em prática um jogo rápido. Para mais, a sua mobilidade é sobretudo situacional, sendo suficiente para navegar a pressão e conquistar algumas jardas ocasionais, mas não será pelo chão que fará a diferença.
Ora, o que daqui se retira é que Simpson é um jogador com bastante potencial e com alguns traços que lhe auguram um bom futuro, mas com ainda muitas arestas por limar. Essa incerteza sobre se conseguirá dar o passo seguinte no seu desenvolvimento faz com que não seja dos primeiros a ser selecionado, mas as aptidões que já demonstrou são suficientes para não arriscar deixá-lo descair demasiado, já que os proveitos caso se torne na sua melhor versão são imensos.
Assim, parece o tipo de aposta para se fazer por volta do meio da primeira ronda, aparecendo os New York Jets com 16.ª escolha ou os Pittsburgh Steelers com a 21.ª como as opções mais realistas.
Em termos da sua comparação nos profissionais, o seu estilo de jogo faz lembrar Dak Prescott, o Quarterback dos Cowboys, com a sua capacidade de navegar a pressão e estender o jogo em profundidade.

