Na antevisão do encontro entre Portugal e Eslováquia, o treinador de futebol feminino Gonçalo Alves analisa os comportamentos da equipa eslovaca, identifica as jogadoras a ter em conta e aponta caminhos que a Seleção Nacional poderá explorar para criar perigo. O técnico orienta a equipa Feminina do Metta, da Lituânia.
Observei o último jogo da Eslováquia frente à Letónia, muito por conhecer bem a seleção letã. Existem jogadoras dessa equipa que treino atualmente e outras que já tive oportunidade de treinar anteriormente, o que me permitiu olhar para o jogo com especial atenção.
A intencionalidade coletiva expressa-se através de passos longos, frontais ou diagonais, através das suas centrais ou das suas médias recuadas. A intenção é explorar o um contra um e a maior parte das vezes optam por cruzamento. Evitar que estas jogadoras tenham espaço e tempo para executar este tipo de ligações. Procuram também muitos movimentos de rotura, exatamente como a Finlândia fez na primeira parte contra Portugal.


Individualmente, destaco duas jogadoras: Patrícia Hmirova, camisola n.º 11, é uma atleta muito focada na baliza, com uma mentalidade claramente orientada para o golo. Já a Martina Šurnovská, camisola 10, apresenta boa qualidade posicional e capacidade de decisão no momento de fazer o último passe. Do lado de Portugal, temos um grupo com muita qualidade e jogadoras habituadas a disputar este tipo de jogos.
Há também duas jogadoras às quais tenho particular atenção: a Inês e a Catarina, porque acompanhei o início do percurso de ambas no Estoril Praia. Creio que Portugal poderá explorar alguns movimentos de rutura, uma vez que existe algum espaço entre a guarda-redes eslovaca e a última linha defensiva. As nossas médias, pela qualidade técnica e capacidade de decisão que apresentam, poderão ser determinantes a servir as colegas nesse tipo de movimentos. Acredito que Portugal está preparado para superar este desafio.

