João Martins, adjunto de Abel Ferreira no Palmeiras, deixou fortes críticas ao relvado do estádio do Vasco da Gama após a derrota por 2-1 no Brasileirão.
O Palmeiras sofreu a primeira derrota de 2026 no Brasileirão durante a visita ao Vasco da Gama, na madrugada desta sexta-feira, num encontro no qual não contaram com Abel Ferreira no banco, devido a suspensão. Na conferência de imprensa após o encontro, o adjunto João Martins refletiu sobre o resultado, começando por criticar as condições do relvado:
«Na televisão não dá para ver, mas por baixo do campo parece que plantaram batatas. O campo tem altos e baixos. Mas tudo bem, isto é o que é, o futebol raiz. Estamos em 2026 e algumas coisas não mudam. No domingo jogámos noutro relvado pesado, a bola não andava, hoje foi a mesma coisa. No segundo tempo, começou a chover e tornou-se um pequeno batatal. No segundo tempo, a equipa tentou. Se tivéssemos uma varinha mágica, teríamos feito as alterações no intervalo, não sabíamos que a equipa ia quebrar tanto. Entraríamos com duas ou três substituições, com mais energias. Foi isso que faltou. Falta de lucidez, e a parte física pesou muito. Temos de continuar a trabalhar e ganhar domingo».
O português deixou ainda um apelo à CBF para tomar medidas em relação ao assunto:
«Eu estava a torcer pelo Vasco no Campeonato Carioca para que o Vasco tivesse menos dias [de descanso], como nós. Infelizmente, não conseguiu chegar à final, correu bem a outras equipas. Não há milagres, mas infelizmente nós enfrentámos uma equipa com energia extra, que mudou de treinador e não jogava há 11 dias. Num campo pesadíssimo, parece que jogaram ontem neste campo e vamos continuar a falar de sintéticos. Enquanto a CBF não tomar uma atitude…».
