Álvaro Arbeloa analisou o empate do Real Madrid diante do Girona e deixou críticas à prestação do VAR após lance polémico.
O Real Madrid voltou a perder pontos na La Liga e pode ver o Barcelona aumentar a distância na liderança para nove pontos, caso vença o Espanyol. O conjunto merengue empatou frente ao Girona e Álvaro Arbeloa começou por analisar o encontro:
«Saio com a sensação de que não foi o nosso jogo mais brilhante e que era um adversário a quem tínhamos de ganhar, pelas oportunidades que tivemos e pelo pouco que concedemos. Não ganhámos esses jogos. Para ganhar a qualquer equipa é preciso dar 200%, e não somos uma equipa que consiga ganhar jogos a 90% — ou não sempre. Vão acontecendo estes “acidentes”, como temos tido de forma consecutiva».
O treinador deixou duras críticas ao VAR após um lance polémico que envolveu Kylian Mbappé, na área do Girona:
«Para mim é penálti aqui e na Lua, e é mais um. Mais uma semana… é o que temos e é o que há. Ninguém percebe. O VAR entra quando lhe convém. Já dei a minha opinião e estes lances só a confirmam. É uma ação claríssima. Marcaram uma ao Kylian que, para mim, era menos. Temos tido muitas — esta semana, a passada em Maiorca… o de sempre.»
O técnico foi ainda questionado sobre a falta de eficácia da equipa:
«Não. Com os números que eles têm, o que é que vou dizer? São dois dos quatro ou cinco melhores jogadores do mundo. Temos de melhorar muitas coisas, sobretudo contra equipas que se fecham — é mais uma questão coletiva do que individual.»
Álvaro Arbeloa colocou também o foco no jogo da segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões frente ao Bayern Munique:
«Vamos pensar em quarta-feira. Temos de rever muitas coisas do jogo da primeira mão, potenciar o que fizemos bem e corrigir os erros. Com toda a energia que tivermos, temos de ir à Alemanha para ganhar».
Sobre as esperanças de conquistar do título da La Liga, o técnico espanhol referiu:
«O que eu quero é que os meus acreditem. Os 25 que vamos lá estarão convencidos. É normal que eles se sintam favoritos, mas vão ter pela frente camisolas brancas e um escudo redondo, e vão ter de sofrer. Só terei essa sensação no dia em que a perdermos. E, quando isso acontecer, vamos continuar a entrar para ganhar e dar a melhor imagem. Até ao último dia, é para lutar».

