Rui Borges realiza esta segunda-feira a antevisão ao jogo entre o Sporting e o FC Porto, relativo à primeira-mão das meias-finais da Taça de Portugal.
Rui Borges marca presença esta segunda-feira na sala de imprensa de Alcochete, de maneira a realizar a antevisão do Sporting x FC Porto, relativo à primeira-mão das meias-finais da Taça de Portugal. O técnico vai responder às perguntas dos jornalistas presentes.
«É mais um clássico contra uma boa equipa, que está em primeiro. São jogos sempre disputados, estratégicos, isso faz parte. É a primeira parte, são 90 minutos. O nosso objetivo trata-se sempre de vencer, mas o FC Porto também vem com essa ambição. Queremos passar a eliminatória e fazer muito por isso», disse o técnico.
Rui Borges falou de Fotis Ioannidis e em relação à grande penalidade no FC Porto x Arouca:
«O Ioannidis está em dúvida. É muito do dia a dia, muito de se perceber como se sente. Para mim poderia não ser penálti, mas o árbitro decidiu dessa forma. Não estou aqui para comentar isso».
O técnico falou de questões estratégicas:
«Trata-se de respeito, as equipas têm qualidade. O jogo é muito isso, pode ser estratégico em determinados momentos. O futebol vai evoluindo, torna-se mais pensado. São duas equipas que procuram ganhar e vão tentar anular a outra. É natural. Isto não tem a ver com o que é ganhar ou não perder, mas sim de respeito. Temos que ser inteligentes e às vezes não nos expormos em certas situações, algo que noutros jogos pode acontecer».
O treinador foi questionado sobre a eleição de Cláudio Pereira:
«Alguém tem que apitar. Espero que esteja bem, tal como as duas equipas. É uma estreia dele e que faça um bom jogo, que esteja dentro de um bom espetáculo».
Rui Borges relativizou a classificação virtual que o Benfica apresentou:
«A classificação real é a que importa. Mas estamos focados no próximo jogo, defender um título que é nosso. Eu não vou estar a entrar nisso. Está a falar de campeonato, amanhã é Taça. Não olho para isso. Estamos a quatro pontos e temos que reduzir, é nisso que temos que trabalhar».
O treinador foi questionado sobre o guarda-redes titular e recuperações:
«O Pedro Gonçalves e o Debast estão prontos para ir a jogo. A condição do Debast não será a melhor para ajudar na plenitude. Nunca digo quem é titular. Estão preparados para jogar os três guarda-redes. Têm que estar, para mim não existem guarda-redes de competições, mas sim guarda-redes de Sporting».
Rui Borges ainda não definiu o onze:
«Tenho dúvidas, tanto de uma equipa como da outra. Mas preocupo-me mais com as minhas. As dúvidas existem quase sempre. Às vezes a almofada diz-nos coisas e de repente mudamos. Estou confiante na resposta da equipa. Nunca fugimos da nossa ideia. Se calhar na Champions não tivemos tanto a bola e baixámos o bloco, mas não fugimos da nossa ideia com bola. Amanha isso vai acontecer. O FC Porto defende bem, é compacta, muito forte em duelos individuais, são fortes em transições. Têm particularidades muito bem trabalhadas. Temos que ser equilibrados, como fizemos no Dragão».
O treinador rejeitou falar em favoritismo:
«Favoritismo? Nestes jogos é 50/50, seja em casa ou fora. Peço que os adeptos façam a diferença, como fazem sempre. O que aconteceu no outro Clássico não é o que nos vai motivar. Será sempre defender algo que é nosso o que nos motiva. Queremos disputar a final novamente. A final da Taça é muito especial, já o disse. A motivação é que somos Sporting».
Rui Borges assumiu que a racionalidade é importante:
«É natural que as pessoas identifiquem mais qualquer coisa em relação ao adversário. As equipas conhecem-se cada vez mais e melhor. Não deixam de ser jogos especiais. São equipas competitivas e que querem ganhar a competição. No campeonato vão nos dois primeiros lugares. O calor do momento, a paixão do jogo, pode perder-se a razão e em qualquer equipa isso pode sair caro. Às vezes a inspiração individual resolve estes jogos».
O técnico assumiu que apoia a mudança de formato da Taça de Portugal:
«Eu vou dizer que é positivo só por causa do meu trajeto, pelas equipas inferiores que podem enfrentar equipas maiores e poderem jogar em casa. Quem vem de escalões inferiores podem jogar apenas e só em casa, que tenham direito a sonhar. Eu também sonho».
Rui Borges discordou da ideia de que o Sporting e o FC Porto têm equipas diferentes em comparação com o jogo da quarta jornada:
«As equipas não são muito diferentes. O momento em si pode ser diferente. A fase da época pode ser diferente, há mais cansaço. Isso pode condicionar que o jogo possa ser diferente. Mas no que é identidade de equipa e na estratégia não foi diferente. São jogos disputados, com duas boas equipas. Pode dar para um lado ou para o outro. A ideia está igual, mas o momento pode diferenciar, principalmente no individual».
Podes acompanhar em direto a antevisão, no vídeo abaixo:

