José Mourinho realizou a conferência de antevisão ao Gil Vicente x Benfica e disparou em várias direções.
A conferência de antevisão de José Mourinho ao encontro entre Gil Vicente e Benfica ficou marcada por declarações fortes do técnico português, que abordou vários temas quentes das últimas semanas, tanto do Benfica como do futebol nacional e internacional.
Eis as 5 bocas mais fortes de José Mourinho na conferência:
«Sidny Cabral a pedir camisola ao Vinicius? A camisola não acho que seja criticável, acho que seria evitável. Não criticável porque é uma prática normal e corrente de jogadores trocarem camisolas, em jogos grandes os jogadores quererem trocar de camisola e ainda mais natural que queiram trocar camisola com jogadores com os quais se identificam ou que admiraram. Em função do que aconteceu durante a semana poderia ser evitável».
«Penálti do FC Porto x Arouca? Eu não vi. Tu viste? Qual é a tua opinião (jornalista responde: ‘Eu acho que não é’). Ainda bem que és sério, por isso somos amigos. Eu não vi».
«Normalmente eu consigo antecipar o tipo de perguntas que me vai fazer, mas errei estrondosamente. Depois de um tsunami de críticas, queria ter a possibilidade de dizer algo em relação a isso e terei de me antecipar. Eu enquanto cidadão e enquanto treinador repudio qualquer tipo de discriminação, preconceito e ignorância. Aconselho veemente a perderem cinco minutos e a lerem a declaração universal dos direitos humanos que são só 30 pontos, mas há ali um ou 2 que são fundamentais. As críticas refletem mais aquilo que são os críticos do que aqueles que são criticados».
«Há uma coisa que eu controlo que é a minha vontade, as minhas motivações e o meu controlo emocional. Vocês são profissionais de nível e de qualidade, mas às vezes parecem que deixam passar algumas coisas importantes que vocês podiam ler. Depois do problema dos jogos do Real Madrid, se agarraram a dizer que eu perdi uma oportunidade de voltar ao Real Madrid. Um dia antes de jogar com o Real perguntaram-me se podia dizer não ao Florentino. Acha que eu diria ‘sim, pode-se’ se eu quisesse sair do Benfica e ir para o Real Madrid? Eu tenho muitos defeitos, mas acha que eu sou estúpido? Eu fui muito objetivo, eu não sei se era do vosso interesse apanhar essa objetividade, mas fui eu que disse que queria ficar no Benfica. Mas quero ficar e que seja um único campeonato. Porque se for para jogar o campeonato real e virtual, não gosto. E neste momento estamos a jogar dois. Se o Benfica quiser renovar o meu contrato mais alguns anos, eu assino, mas quero jogar um campeonato».
«Eu amo o Álvaro Arbeloa e vou continuar a amar. Mas acho que quem tomou a posição correta fui eu, não ele. E eu mencionei isso na conferência de imprensa quando fui confrontado pelas declarações do Álvaro e de um jogador. E ser equilibrado não foi defender o meu, nem atacar o outro. Antes dessa conferência referi: Não quero vestir a camisola vermelha referindo-me ao Benfica, nem quero vestir a camisola branca, referente ao Real Madrid. Eu quero ser imparcial num caso que eventualmente poderá ser de grande gravidade. E quando referi para lerem os a declaração dos direitos humanos refere-se exatamente à presunção de inocência. Eu repudio qualquer tipo de discriminação e idiotice, digo que eu fiz isso e outros não fizeram. Se o meu jogador não respeitou estes princípios que são os meus e os do Benfica, a sua carreira com o treinador que se chama José Mourinho ou num clube que se chama Benfica, este jogador a sua carreira chega a um fim. Não sou um letrado, mas também não sou um ignorante, presunção de inocência é um direito humano ou não. Futuro de Prestianni? Se o jogador for efetivamente culpado, não vou olhar para ele da mesma maneira que tenho olhado e comigo acabou, mas tenho que por muitos se’s à frente».
Lê todas as declarações de José Mourinho na antevisão ao Gil Vicente x Benfica.

