Carlos Vicens e o triunfo caseiro diante do Rio Ave: «A equipa está num bom momento, mas o futebol não tem memória»

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Carlos Vicens marcou presença na conferência de imprensa após a vitória por 3-0 frente ao Rio Ave na Primeira Liga.

O Braga somou mais uma vitória ao bater o Rio Ave por três bolas a zero, num encontro da 21.ª jornada da Primeira Liga. Carlos Vicens esteve presente na conferência de imprensa após a partida:

O técnico espanhol começou por analisar o desfecho do jogo:

«Foi uma partida na linha das últimas, de alto nível, que procurámos vencer desde início. Mentalmente a equipa está muito consciente, entrou bem, forte em casa com os nossos adeptos. Conseguimos uma margem maior já no final, mas a equipa esteve agressiva, unida e procurou o segundo golo constantemente. Estou contente pela mentalidade, pelo esforço, há que continuar assim».

Relativamente à recente boa forma do Braga, Carlos Vicens referiu:

«Tivemos mais dias para treinar, para respirar um pouco. Treinámos algumas coisas a mais, a equipa chegou bem ao jogo. Um dos meus focos durante a semana foi fazer com que a equipa tivesse a mesma forma de encarar o jogo. A equipa está num bom momento, mas o futebol não tem memória, e amanhã de manhã já vamos trabalhar para preparar o jogo em Barcelos, com um rival diferente, um jogo com um rival difícil fora de casa».

Em resposta ao Bola na Rede sobre a importância de Pau Víctor para o processo ofensivo, refletiu sobre a familiaridade dos jogadores dentro de campo e a liberdade posicional que isso traz à equipa:

«Chegou um técnico novo, vários jogadores aos poucos na pré-temporada. Há várias desvantagens ao chegares a esta fase da época, em fevereiro, com 41 jogos disputados. Mas, também há vantagens. Não podíamos sobreviver a jogar 41 partidas sempre com os mesmos jogadores. Neste contexto, de muitos jogos, o processo torna-se mais lento, mas envolve todos. Todos os jogadores estão envolvidos neste processo, e nesta altura os jogadores estão mais familiarizados. Depois, o perfil que definimos oferecem diferentes coisas. Coletivamente estamos a beneficiar de todo o trabalho desenvolvido em todos estes meses e esperamos que o coletivo continue a beneficiar deste nosso processo coletivo».

O treinador do Braga destacou também a importância do envolvimento de Florian Grillitsch e João Moutinho no último terço:

«Muito importante. Em muitos momentos da primeira parte jogou-se no meio campo rival e, se não és capaz de encostar nas linhas mais avançadas, se não tens dinamismo no último terço, é difícil. Todos, de uma maneira ou de outra, contribuem para o dinamismo ofensivo e para que tenhamos mais hipóteses».

Por fim, falou sobre a série de seis jogos sem sofrer golos, desde o momento em que António Salvador disse que a ‘época começa agora’:

«Foram jogos muito diferentes, para competições diferentes e em contextos diferentes. O jogo em Tondela foi difícil, estão aí para verem os jogos que fizeram a seguir, pelo meio tivemos outras competições, na Liga Europa para conseguir a classificação nos oito primeiros. Na Liga, para os nossos rivais, um empate é bom, mas na Liga Europa o empate não servia aos adversários para passar. Isso tudo pesa. Temos visto uma equipa a defender de forma muito unida, a defender bem, vamos continuar a trabalhar para continuar assim».

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