O Gil Vicente empatou com o Sporting (1-1), na 17.ª jornada da Primeira Liga. César Peixoto respondeu a uma questão do Bola na Rede na conferência de imprensa.
César Peixoto analisou o empate entre Gil Vicente e Sporting (1-1) da 17.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio Cidade de Barcelos, no final do encontro, teve a possibilidade de colocar uma questão ao treinador dos gilistas.
Lê também a questão colocada a Rui Borges, treinador do Sporting.
Bola na Rede: No início da temporada, iniciou com o Luís Esteves mais numa posição de 10, mas acabou por alterar o posicionamento do médio para uma posição mais recuada. Gostaria de lhe perguntar quão importante é, para o processo ofensivo do Gil Vicente, ter um jogador como o Luís Esteves a ver o jogo de frente e no momento de construção. E, por outro lado, pergunto também se um dos fatores-chave do jogo foi a forma como o Gil Vicente ativou os corredores laterais, principalmente quando o jogo se partiu a meio da segunda parte.
César Peixoto: Sim, parte da nossa estratégia passava por fechar o espaço interior e obrigar o Sporting a jogar pelos corredores laterais, para depois acionar a pressão e dar continuidade a essa pressão. E foi algo bem conseguido, porque o Sporting quase sempre acabou por jogar por fora ou em diagonais para o espaço, e aí conseguimos eliminar muito daquilo em que o Sporting é forte, que é o jogo por dentro. Conseguimos fazê-lo, e muito bem. Acho que o Luís, jogando mais atrás, tem a ver com duas questões. Primeiro, fica mais perto de pegar no jogo e é um jogador que sabe gerir os momentos do jogo. Tem capacidade para jogar curto, jogar longo e uma grande visão de jogo. Já o Santi, que antes estava mais atrás, agora aparece mais à frente. É um jogador muito mais agressivo na primeira fase de pressão e, ofensivamente, tem mais chegada à área. É alto, tem golo, não tem feito muitos, é verdade, e eu estou sempre a puxar por ele nesse aspeto, porque tem de aparecer mais em zonas de finalização. É um jogador com golo, que consegue ter chegada à área, quase como se jogasse como um falso avançado. Acho que a equipa se enquadrou muito bem desta forma. O Luís, mais atrás, tem de trabalhar mais, mas também tem mais facilidade em pegar no jogo e intervir. O Santi, na frente, sente-se mais confortável, sobretudo nas diagonais entre o central e o lateral. Tem uma passada larga, outra dinâmica. Nós vamos analisando e construindo a nossa ideia de jogo em função das características dos jogadores e percebendo onde os podemos potenciar melhor, de acordo com aquilo que a equipa precisa. Foi um pouco isso que fizemos, não só com estes dois, mas com todos. Mais uma vez, a equipa fez um bom jogo. Foi um jogo muito coletivo, não há um jogador que se destaque muito acima dos outros. É uma equipa que, coletivamente, é forte.

