Cristiano Bacci fez um balanço da sua experiência no Tondela. O técnico italiano de 50 anos falou do nível da Primeira Liga e destacou Brayan Medina.
Cristiano Bacci falou sobre a sua experiência no Tondela. O treinador italiano falou do desafio na equipa beirã e destacou o perfil dos jogadores na Primeira Liga:
«Um desafio difícil, sabemos disso. Estamos cientes do que podemos fazer. Vejo Portugal como o primeiro passo verdadeiro para muitos jovens, especialmente para os sul-americanos que querem medir-se com o futebol europeu. São verdadeiros diamantes em bruto. Gosto de trabalhar com este tipo de perfis: Portugal, neste sentido, é um terreno muito fértil, porque para um treinador que gosta de cuidar dos detalhes e trabalhar intensamente em campo, as satisfações que se recebem são imensas», afirmou à Sky Sports.
O treinador italiano do Tondela garantiu que está totalmente adaptado a Portugal, elogiou o nível do campeonato e Brayan Medina, que tem sido apontado ao Sporting e Braga:
«Humanamente, sinto-me em casa: Portugal, Espanha e Itália são nações extremamente semelhantes em termos de costumes e tradições, não há uma grande diferença cultural e isso permitiu-me adaptar-me sem qualquer esforço, concentrando-me apenas no trabalho técnico. O nível da Liga Portugal está em constante evolução. Há uma intensidade média superior à da Itália; as equipas mudam muito todos os anos, mas o nível nunca desce, pelo contrário, a frescura dos jovens traz uma vontade de surpreender que torna cada jogo uma batalha competitiva de altíssimo nível. Jovens interessantes para a Série A? Há tantos que não saberia citar um único nome. Só no Tondela, Brayan Medina é um jogador que desperta o interesse de todos, mas mesmo todos. É normal, é um jogador que chegou aqui mais tarde do que outros, mas é realmente especial».
Cristiano Bacci assumiu que o objetivo do Tondela passa pela manutenção:
«A nossa missão é a manutenção e sabemos que teremos de lutar por cada bola para manter a categoria. É um desafio complexo, num momento delicado, mas estamos a enfrentá-lo com a consciência de que será necessário intervir para reforçar o grupo e dar continuidade ao trabalho feito até agora. O futebol levou-me a todo o lado, mas a minha ambição continua a ser demonstrar que o trabalho árduo, o verdadeiro, que se faz no campo todas as manhãs, nunca trai».

