O FC Porto venceu o Rio Ave por 1-0 no Estádio do Dragão. Confere os destaques do encontro da 23.ª jornada da Primeira Liga.
Victor Froholdt: Tendo em conta o momento do FC Porto com bola, o médio dinamarquês assumiu particular importância na criação de espaços. Com movimentos de rutura no lado direito, conseguiu arrastar a marcação de Ntoi e libertar sobretudo Pepê e Alberto Costa para receberem com mais espaço. Aos 22 minutos, Victor Froholdt colocou os dragões em vantagem ao surgir na área com os habituais movimento de trás para a frente do médio, a culminar da melhor forma uma excelente jogada de Oskar Pietuszewski.
Diogo Bezerra: O extremo brasileiro, contratado ao OFK Beograd neste mercado de inverno, já conquistou o seu espaço no onze do Rio Ave e tem demonstrado uma capacidade assinalável de desequilíbrio. Em grande parte das ações ofensivas da equipa de Vila do Conde, Diogo Bezerra foi chamado a intervir no corredor, começando pela direita e passando, a meio da primeira parte, para o lado esquerdo. Destacou-se pelo drible curto e pela velocidade, conseguindo chegar com alguma regularidade ao último terço. Faltou, contudo, maior eficácia na definição e, em certos momentos, melhor entendimento por parte dos colegas para aproveitar o seu rasgo individual.
Oskar Pietuszewski: Francesco Farioli voltou a deixar Borja Sainz no banco para apostar no extremo polaco, que correspondeu. Muitas vezes aberto na largura, com Zaidu a procurar zonas mais interiores, beneficiou da competência do FC Porto na variação de flanco, sobretudo através do passe longo do lado direito para o esquerdo. Oskar Pietuszewski recebeu com espaço, encarou e superou os defesas do Rio Ave, ainda que tenha revelado alguma irregularidade na definição final. Ainda assim, aos 22 minutos, após boa combinação com Gabri Veiga, ganhou a linha e assistiu Victor Froholdt para o primeiro golo do encontro.
Marios Vrousai: O defesa grego é um dos jogadores mais importantes do Rio Ave pelas múltiplas funções que desempenha no jogo. Frente ao FC Porto teve a exigente tarefa de travar um irreverente Oskar Pietuszewski, sobretudo na primeira parte, mas foi-se destacando essencialmente pelo seu posicionamento quando a equipa tinha bola. Muitas vezes apareceu em zonas interiores, libertando o corredor para o extremo, movimentos que ajudaram o Rio Ave a progredir no terreno. Após a entrada de João Tomé, Marious Vrousai subiu no terreno para extremo direito, período que coincidiu com a melhor fase da equipa vila-condense no encontro.
Rodrigo Mora: O médio do FC Porto entrou ao minuto 65′ para o lugar de Gabri Veiga e foi um dos jogadores mais interventivos dos dragões até final. Durante alguns minutos assumiu a posição de falso 9, baixando no terreno para criar superioridade no corredor central, regressando depois à posição de médio interior com a entrada de Terem Moffi. Perante uma exibição algo cinzenta da equipa portista, Rodrigo Mora tentou sempre agitar o jogo e, mesmo no processo defensivo, revelou-se muito reativo na perda de bola.

