Sporting derrotou o Arouca por 2-1, no encontro da 19ª. jornada da Primeira Liga. Confere os destaques do encontro.
Maxi Araújo: Tendo em conta a dupla função de Alfonso Trezza — sem bola baixava para formar uma linha de cinco, com bola projetava-se para atuar como extremo — o internacional uruguaio foi aproveitando o espaço nas costas do corredor esquerdo com movimentos de trás para a frente. Na primeira parte, o ataque ao espaço do Sporting revelou-se fulcral, não só através de Luis Suárez, mas também pelos corredores. Numa dessas projeções, Maxi Araújo ganhou metros já dentro da grande área e serviu Luis Suárez, que, com um belo trabalho de pés, apontou o primeiro golo dos leões ao minuto 35’.
Luis Suárez: O avançado colombiano explorou de forma inteligente o espaço nas costas da linha defensiva do Arouca, atacando sobretudo através de diagonais que lhe permitiram criar desequilíbrios na primeira parte. Num desses movimentos, acabou mesmo isolado perante o guarda-redes arouquense, mas faltou eficácia na finalização. Ainda assim, Luis Suárez seria decisivo ao apontar o golo que deu a vantagem inaugural ao Sporting, ao minuto 35’, após um belo trabalho no corredor esquerdo e a bater Ignacio De Arruabarrena. Depois de uma noite de sonho frente ao PSG, o colombiano continua a demonstrar serviço, não apenas pelos golos, mas também pela pressão constante que exerce sobre a linha defensiva adversária e pela qualidade nos movimentos de ataque ao espaço. O avançado colombiano bisou no encontro aos 90+6′ e deu a vitória ao Sporting.
Taichi Fukui: O médio japonês foi o jogador que ditou grande parte dos ritmos de jogo do conjunto de Vasco Seabra. Com qualidade em posse, destacou-se sobretudo na primeira parte, beneficiando do espaço na zona central para combinar com os colegas e ativar o corredor esquerdo, quer através de Nais Djouahra, quer de José Fontán. Em vários momentos do Arouca com bola, especialmente na fase de construção, Taichi Fukui lateralizava à esquerda para oferecer apoio — permitindo-lhe ver o jogo de frente, tendo em conta a sua capacidade técnica —, o que obrigava José Fontán a projetar-se e Nais Djouahra a procurar zonas interiores.
Iván Barbero: Apesar de uma primeira parte marcada pela forte vigilância de Matheus Reis e Gonçalo Inácio, que lhe retirou raio de ação e capacidade de ligação com a equipa, o avançado espanhol apareceu no momento certo para bater Rui Silva ao minuto 48’. Sem conseguir impor-se no jogo aéreo, Iván Barbero foi eficaz na finalização após o passe de José Fontán, aproveitando o espaço concedido pela defensiva leonina.
