Última horaJosé Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano
Publicidade

Fernando Gomes explica como Portugal se organizou para a candidatura ao Mundial 2030 e atira: «Vamos divulgar o impacto que pode ter ao nível do crescimento económico»

Mário Cagica Oliveira · 2 min

Cristiano Ronaldo no Mundial 2030
Foto: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Portugal viu confirmado como um dos países a sedear o Mundial 2030. Fernando Gomes esteve na Cidade do Futebol e analisou a decisão.

Portugal viu confirmado como um dos países a sedear o Mundial 2030. Fernando Gomes esteve na Cidade do Futebol e analisou a decisão.

O Mundial 2030 será sedeado por Portugal, Espanha e Marrocos, tendo ainda jogos na América do Sul (Argentina, Paraguai e Uruguai). Fernando Gomes esteve na Cidade do Futebol e reagiu à oficialização.

«É uma decisão que era expectável tendo em conta o processo de candidatura. A partir do momento que a FIFA tomou esta decisão, há dois anos, tudo o que tínhamos de fazer era mostrar capacidade de organizar, respeitar o dossier de candidatura e mostrar a capacidade organizativa. Tivemos uma avaliação de 4,2 em 5, a mais alta nos campeonatos do mundo. Portugal pela primeira vez vai organizar o Mundial, que nunca tínhamos realizado. Estou convencido de que vai marcar o futuro das organizações, à semelhança do Euro 2024. Desenvolvemos uma organização fantástica de forma a atingir este patamar de excelência».

Fernando Gomes falou também do percurso que levou a esta candidatura:

«Foi um longo percurso que se iniciou em Sochi em 2018 aquando do Portugal x Espanha em conversa com Luis Rubiales. Poderia fazer sentido fazer um trabalho a pensar em 2030. Foi um longo percurso dentro do que foram as decisões tomadas nestes anos. Passavam por conquistar títulos e por outros estádios e parâmetros, como alargar a base, desenvolver infraestruturas… todo esse plano foi consolidado no plano estratégico que desenvolvemos em 2022. Isto que hoje recebemos como manifestação do que foi o dossier de candidatura é um meio para nós enquanto comunidade de futebol. Esta atribuição servirá como alavanca para esse desenvolvimento».

O presidente da FPF falou também do impacto económico que a organização pode ter em Portugal:

«Vamos divulgar brevemente o impacto que este torneio pode ter ao nível do crescimento da atividade económica. Vai ser brevemente divulgado esse estudo que está a ser concluído sobre o impacto nos três países. A oportunidade que tivemos de organizar o Euro 2004 alavancou a construção das academias e hoje sabemos da importância no aparecimento do talento. 2030 vai permitir ainda alavancar mais o futebol português que tem essa necessidade para crescer mais e desenvolver o país. Os clubes portugueses são formadores. Só uma nota final para deixar uma palavra de agradecimento aos envolvidos na candidatura».

Mário Cagica Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

José Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano

SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Quem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!

SEVILHA, ESPANHA- As últimas temporadas permitiram confirmar um novo paradigma no futebol espanhol. A Andaluzia, recheada de históricos por todas as suas províncias, acabou por ver o Real Bétis transformar-se na instituição mais forte da região. O designado de número 1. Há poucas missões mais difíceis que esta. Uma Comunidade Autónoma larga, com cidades com um espólio enorme, não é fácil de dominar. Para isso, os béticos lograram montar um projeto com vários prazos e uma figura central, beneficiando também do mau momento vivido por outras instituições. Ao pensarmos no futebol na Andaluzia, sem dúvida alguma que o Real Bétis é um dos primeiros emblemas que nos vêm à cabeça. No entanto, o Sevilha já foi o Rei da Europa League e é lembrado em primeiro lugar por muitos. Málaga, Granada, Cádiz, Almería, Real Jaén… as preferências dividem-se, como em tudo. Porém, o domínio estabelecido pela instituição do Benito Villamarín é inegável. Vivemos tempos em que o verde e brancos está na moda no sul de Espanha.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.