Francesco Farioli projetou o encontro referente à 29.ª jornada da Primeira Liga. O FC Porto desloca-se ao terreno do Estoril Praia.
Francesco Farioli realizou conferência de antevisão ao jogo entre Estoril Praia e FC Porto, relativo à 29.ª jornada da Primeira Liga. O técnico italiano começou por analisar a equipa de Ian Cathro:
«Sobre o jogo de amanhã, vamos jogar contra uma equipa que tem feito uma temporada muito positiva, normalmente os jogos deles têm muitos golos, têm um dos melhores ataques do campeonato, então espero um jogo complicado amanhã. Teremos de apresentar-nos na máxima força para amanhã».
«Porto mais pressionado? Não aconteceu pela primeira vez, acho que já aconteceu umas 25-26 vezes esta temporada jogarmos sempre primeiro no campeonato. É um cenário que conhecemos muito bem, portanto a nossa prioridade tem sido sempre os nossos jogos e colocarmos todas as nossas energias nos nossos jogos».
«Fase final da temporada? Todos os jogos têm o seu peso, e claro que o jogo de amanhã será muito importante, mas está a colocar o foco nas consequências – sejam elas positivas ou negativas. O que verdadeiramente importa para os 45 dias que ainda temos pela frente até ao final da temporada é estarmos ligados em tudo o que falta. Colocarmos a nossa energia no ‘e se…’ deverá ser o mais correto. Eu respeito o vosso trabalho e sei que vos ajuda a vender jornais, mas o que nos interessa é estarmos focados no que acontece aqui e agora».
«Falta de eficácia e instinto matador? Falamos depois do jogo com o Nottingham e durante a análise ficou tudo ainda mais claro do que o que vi durante o jogo. Estamos a falar de um facto, devido às ausências do De Jong e do Samu. Mas creio que a equipa tem dado uma resposta coletiva. O William Gomes não vai estar disponível amanhã, e tem sido um dos jogadores com mais contribuições na equipa esta temporada. Cabe-nos a nós compensar as ausências que teremos no ataque para amanhã».
«Mescla de jogares mais novos e jogadores mais experientes? Temos todos os elementos incluindo a experiência e o sangue frio para encarar os restantes jogos da temporada, como também temos jogadores mais novos com muita energia e vitalidade que essa idade pode trazer. Temos características muito específicas para terminar a temporada da melhor maneira. Creio que a resposta da equipa tem sido sempre muito boa e positiva a todas essas dificuldades. A motivação e o espírito estão lá. Queremos estar concentrados para tudo o que vem pela frente, especialmente amanhã».
«Oskar Pietuszewski? Falei com o Oskar nos últimos dias, depois de ele ter regressado da seleção, mas também depois do jogo com o Famalicão porque achei que era importante clarificar as minhas decisões. Se avaliarmos o que lhe aconteceu nos últimos dois meses, jogar pela Polónia, num clube desta dimensão e chegar como um jovem com um grande potencial e durante esse período tornar-se num jogador tão importante… é natural que tenha uma enorme pressão sobre os seus ombros. Mas a realidade é que ele continua a ser o mesmo Oskar. Quando chegou, sabíamos que seria um dos mais talentosos, mas que teria muito para melhorar e continuar a evoluir. Acho que esta semana o ajudou a regressar ao Porto, mas também à equipa, com a energia e frescura necessária. Espero que amanhã esteja preparado para ajudar-nos como tem feito. Mas não devemos esperar que cada bola que tenha para ele tenha de dar em golo ou assistência».
«Moffi? Sabemos que os nossos adeptos são muito exigentes e isso é bom por um lado, claro. No último jogo houve alguns momentos de frustração, mas ele é um jogador que tem trabalhado imenso. Se olharmos para a evolução que tem tido, acredito que está no caminho certo. Já marcou golos importantes para a equipa, e muitos mais virão. Vai ter um papel importante nesta etapa final da temporada e creio que este é o momento em que a família portista precisa de estar toda junta em torno dos jogadores, que estão a dar tudo pelo FC Porto».
«Acho que desde o início da temporada que não podemos perder pontos. Se olharmos para a média de pontos dos três grandes esta temporada tem sido melhor do que na última temporada, onde a Liga foi decidida já na última jornada, se não estou errado. Numa época em que os três principais candidatos estão melhores do que no último ano, parece-me que vencer todos os jogos é praticamente decisivo. Se olharmos para coisas extra, perdemos o nosso foco com tudo aquilo que é fundamental para nós e na forma como abordamos os jogos. Para amanhã, nada muda. A nossa mente tem de estar fresca, mas com a chama necessária para enfrentar os jogos que faltam, a começar pelo de amanhã».
«Contributo de Rodrigo Mora? Os nossos dois médios mais ofensivos, desde o início da temporada, têm tido um impacto incrível. Falou do Rodrigo. Há alguns dias recebeu uma convocatória para a Seleção Nacional, não só pela forma como tem vindo a jogar, mas pela forma como tem competido, um parâmetro no qual acho que está a tornar-se cada vez mais completo. Mas também há o Gabri, que eu acredito ter a parte mais cerebral da equipa. Tal como o Rodrigo, os dois jogadores são capazes de nos dar uma variabiliade que só jogadores talentosos como eles podem dar».
«Jogo frente ao Estoril é decisivo? Não sei se me expliquei muito bem anteriormente, mas acho que já dei a minha opinião. Pela 7.ª ou 8.ª questão sobre a pressão do jogo de amanhã, vou voltar a dizer que o jogo de amanhã será importante tal como foi o jogo contra o Famalicão, contra o Sp. Braga… A comparar pelo ritmo que os três da frente têm tido, cada jogo é extremamente valioso para nós. Não precisamos de colocar uma maior pressão sobre a importância do jogo de amanhã, apenas temos de estar preparados para dar o nosso melhor. Pensar no jogo com o Famalicão ou no resultado que teremos no final do jogo, não pode ser a nossa mentalidade. Temos de pensar no que temos de fazer amanhã. Essa é mentalidade para amanhã e para os jogos que se seguem. Não vamos mudar nada. Temos de estar sempre no nosso melhor em todas as oportunidades que tivermos para fazê-lo».
«Jogo do Nottingham Forest? Se recuarmos ao jogo com o Nottingham, tendo em conta as oportunidades que criámos, acredito que criámos mais do que suficiente para termos terminado o jogo com dois ou três golos de vantagem. Mas às vezes esquecemo-nos das dificuldades e que do outro lado está uma equipa com qualidade, com um treinador de enorme qualidade e reconhecido por todos no clube. Se estamos aqui para apontar que não conseguimos vencer por 2 ou 3-0, acho que diz tudo sobre a nossa equipa e o que tem feito. Mas o jogo com o Nottingham já lá vai e agora temos de estar focados no jogo com o Estoril e naquilo que vamos fazer amanhã».
«Martim Fernandes? Recebemos notícias relativamente positivas em relação ao tornozelo. É algo que ainda precisa de ser avaliado nos próximos dias, quanto ao tempo que estará de fora, mas é melhor que a avaliação inicial. Sobre o autogolo, os erros acontecem e faz parte do jogo. Infelizmente, quando jogamos este tipo de ações acontecem. A reação do Dragão e dos seus companheiros de equipa foram fantásticas. Demoraram uns 2-3 segundos para perceber tudo o que tinha acontecido, mas no segundo seguinte já estavam ao lado dele e a apoiá-lo. Claro que estes dois momentos não foram felizes para o Martim. Os jogadores passam por estes momentos. Se recuarmos no tempo, no Nottingham ele cometeu um penálti, depois no jogo seguinte viu um cartão vermelho e ultrapassou tudo isso para voltar ao seu melhor. Acredito que voltará ainda melhor da lesão. Tem todas as características para continuar a ajudar-nos. Cabe-nos a nós continuar ao lado dele e apoiá-lo, assim como os adeptos. Estes próximos 45 dias até ao final serão muito desafiantes. Estamos a lutar por troféus importantes e acredito que no final vamos conseguir conquistar tudo o que merecemos».

