Francesco Farioli concedeu uma entrevista após o fim da primeira volta. Treinador do FC Porto guiou dragões à liderança isolada da Primeira Liga.
Francesco Farioli foi entrevistado pela Sport TV. O timoneiro azul e branco abordou o crescimento de Rodrigo Mora esta temporada e a evolução que está a ver o jogador a fazer.
«Se falamos sobre surpresas positivas, acho que tem sido outra. O Rodrigo na época passada era o Golden Boy, a superestrela. Ele fez coisas irreais para um jogador da sua idade. E nesta época, claro, vindo do Mundial, com algumas mudanças, novos jogadores e especialmente uma nova forma de jogar, requer uma certa adaptação. Para ele, mas acho que para toda a gente, para mim próprio também, para o clube, para os adeptos, tentar entender o que estava a acontecer não foi fácil. Especialmente não foi fácil para ele porque começou a época com o estatuto de superestrela. No início, ele não tinha um papel importante ou não talvez um papel principal, ou o sentimento de que não era um papel principal. Sabes o que aconteceu no mercado, todos os rumores sobre a Arábia Saudita, uma quantidade massiva de dinheiro envolvida para o clube, para ele. Para ser honesto, quando falámos no final do mercado, fomos muito claros um com o outro, mais uma vez. Estabelecemos ou concordámos ou comprometemo-nos um com o outro sobre como queremos fazer as coisas nos próximos meses. Do meu lado é bastante fácil: o meu papel como treinador é trazer as pessoas juntas e ter as pessoas juntas para o melhor do clube. Idealmente tu queres ter sempre 25 jogadores todos eles, como soldados, na mesma linha, mesma direção. Acho que isto é o sonho de todos os treinadores. A parte difícil é encontrar jogadores, mas especialmente seres humanos capazes de aceitar o seu papel, capazes de aceitar decisões e capazes de desenvolver em áreas que não são o seu forte para melhorar digamos nos seus pontos fracos. E este rapaz… Uau. Dia após dia, claro que não é uma progressão que fazes de 0 a 100 num dia, mas todos os dias dá mais e mais e mais e mais. O nível de sessão de treino nunca, nunca mesmo, coloca uma má cara no treino ou no jogo», começou Francesco Farioli, que prosseguiu.
«Aceitando jogar alguns minutos ou começando no jogo, para ser honesto, o seu impacto nos últimos jogos tem sido fantástico. A sua evolução para mim como jogador de futebol e a sua maturidade. Para mim esta é a palavra que vai com o Rodrigo agora: maturidade. É maturidade porque ele sabe quais são os seus objetivos individuais e as coisas que ele precisa de ser melhor e as coisas que ele está a melhorar. Posso dizer-te que é um dos jogadores mais comprometidos com o staff em termos de desenvolvimento pessoal. Depois do jogo, em todo o tempo ele está a partilhar com os meus assistentes alguns clips. Ele é um dos jogadores a quem não precisas de mostrar os clips porque em casa ele já está a rever o seu jogo, analisando com, digamos, os nossos óculos de sol, na forma como com o filtro que nós vemos o jogo. E acho que ele está a fazer bem, está a fazer um ótimo trabalho e estou realmente grato e realmente orgulhoso de ter um jogador destas qualidades que se está a colocar ao serviço do clube. E no outro lado, tenho a responsabilidade de ter um dos maiores talentos portugueses e a oportunidade de tentar desenvolvê-lo e de o tornar melhor. Não tenho dúvidas de que a carreira do Rodrigo vai ser ótima, mas como ele já disse várias vezes: começando pelo desejo de fazer algo especial pelo FC Porto, que é o seu clube. E, claro, ele tem a ambição de celebrar coisas aqui com este clube e depois a sua carreira será, com certeza, uma carreira fantástica», concluiu o treinador.
Com Francesco Farioli, o FC Porto só por uma vez empatou na primeira volta, resultados que tornam os dragões líderes invictos da Primeira Liga.
Lê mais excertos da entrevista do treinador azul e branco.

