Francesco Farioli realizou a antevisão ao FC Porto x Rio Ave, relativo à 23.ª jornada da Primeira Liga.
Francesco Farioli marcou presença na sala de imprensa do Olival para a conferência de antevisão ao FC Porto x Rio Ave, relativo à 23.ª jornada da Primeira Liga. O técnico italiano começou por analisar a equipa de Sotiris Silaydopoulos:
«Já tivemos uma má experiência com o Casa Pia que também não estava bem e depois aconteceu o que aconteceu. Mas amanhã não conta o passado e o que importa é o que fazemos no campo. Esperamos algumas mudanças, depois de terem jogado com três defesas diante do Moreirense, como o treinador já tinha feito noutras experiências no passado. Temos preparado para as várias possibilidades e isso é o mais importante».
«Assistir ao FC Porto x Benfica de Hóquei em Patins? Já tinha visto na televisão. É interessante pela intensidade que tem e taticamente faz lembrar um pouco o futsal. Foi importante conhecer outras realidades do clube. Regressei a casa ainda com o som da bola na cabeça e ainda por cima foi um jogo muito bom».
«Rio Ave frágil? Não fazemos esse cálculo. No futebol, não é a camisola que ganha o jogo. Vou dizer o óbvio, mas o jogo começa 0-0 e vamos ter de dar o nosso melhor e mostrar a nossa força dentro de campo».
«Caso Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior? Nestes dias, ouvi muitos comentários e muitas análises, como é normal num caso internacional. Para mim, algo que é bastante claro e eu já treinei em seis países, e sei que é muito diferente estar no nosso país ou não e repare que na minha equipa temos 7 passaportes diferentes, por isso estou à vontade… O que acho é que uma grande oportunidade conviver com pessoas de outra cultura e de outra cor. Por exemplo, para a minha filha de 3 anos que está num colégio internacional vai ser muito bom. O que sinto também é que em 2026 é triste que alguém ainda seja julgado pela cor da sua pele e isso tem de ser afastado do futebol. O que a imagem que tem passado pela cabeça e que está na minha tese é de Carlos Sagan, o vídeo está disponível no Youtube e acredito que é uma grande lição sobre este tema, nomeadamente sobre a nossa relação entre seres humanos. Aponta a generosidade que nos deve mover e não todas estas más energias que nada têm de bom».
«Lesões de Jakub Kiwior e Martim Fernandes? Kiwior está a recuperar de forma fantástica e a treinar bem, mas não vai jogar porque não quero arriscar. Martim Fernandes também está a evoluir. Estamos a trabalhar os dois para o jogo seguinte. Temos ainda a situação do Thiago Silva, que será avaliada nas próximas horas».
«Exibição de Zaidu frente ao Nacional e regresso de Francisco Moura? Zaidu esteve muito bem depois de muito tempo parado e ambos terão espaço para jogar. O que importa é que temos um extenso e experiente plantel no qual todos estão preparados para entrar quando são chamados».
«Últimos jogos do FC Porto com apenas um golo marcado? Se bem se lembra, há uma semana, estávamos aqui a falar do que temos de evoluir e de facto há algumas coisas em que temos de melhorar. O que é um facto que todas as equipas têm vindo aqui com muito respeito e jogado de forma mais conservadora, apostando em contra-ataques e nas bolas paradas. Em relação ao último jogo, selecionámos 33 momentos em que podíamos ter convertido em golo, mas que faltou um passe ou um remate melhor. No futebol, marcar mais um golo do que o adversário é suficiente. Mas sabemos que o importante é mantermos a nossa consistência, sendo que o calendário não nos dá tempo para pensar no passado».
«Alan Varela? Os altos e baixos são normais. Estou cansado de repetir que para competir em 3 competições não podemos ter só 11 jogadores, precisamos de todo o plantel. A posição é um caso excelente: Pablo já jogou noutras posições e rendeu o Alan quando este precisou de um pouco espaço. Agora voltou a um grande nível, com grande capacidade com bola e sempre a defender. Estou muito contente em dizer que em todas as posições tenho pelo menos um jogador capaz de nos manter a lutar pelas competições».
«Terem Moffi? Não há muitos segredos, para o Moffi era importante estar algum tempo a treinar, para se adaptar à equipa e já está ao nível que era preciso. Deniz Gül tem estado em grande forma. Ter dois avançados do nível de Luuk e Samu de fora com lesões tão severas é quase uma situação única. Felizmente, a direção encontrou uma solução e agora temos dois avançados de qualidade, até tendo em conta que temos a Liga Europa. Quanto ao Gabri Veiga e o Rodrigo Mora temos dois jogadores de enorme qualidade técnica e com desejo de dar muito à equipa, por isso, nesse sentido estamos todos na mesma página».

