FC Porto venceu o Benfica nos quartos de final da Taça de Portugal. Francesco Farioli respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.
Francesco Farioli analisou o triunfo do FC Porto frente ao Benfica por 1-0, resultado que garantiu aos dragões a passagem às meias-finais da Taça de Portugal. O Bola na Rede esteve presente no Estádio do Dragão, e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos azuis e brancos.
Lê também a questão colocada a José Mourinho, treinador do Benfica.
Bola na Rede: Comparativamente ao primeiro jogo com o Benfica para a Liga, tem sido notória a evolução de Samu no jogo associativo e na forma como enquadra os médios de frente. Pergunto-lhe, por um lado, como é que o FC Porto tem melhorado nas suas dinâmicas coletivas a partir da evolução do jogo do Samu e, por outro, que tipo de trabalho tem sido desenvolvido com o avançado espanhol?
Francesco Farioli: Eu acho que tocaste num ponto fundamental, porque a evolução do Samu é assinalável. No início da época ouvi e li comentários relacionados com o facto de não ser um jogador para o nosso estilo de jogo e sempre disse que adoro um jogador como ele, porque ele tem tudo. Obviamente que é novo e tem aspetos a melhorar. Deixa-me brincar um pouco e, nesse sentido de como ele tem evoluído no primeiro toque, há alguns dias até o chamei de Francesco Totti, porque fez uns passes que me lembraram da lenda italiana, que era um mestre nesse tipo de passes. E, obviamente, para ele, sendo um número 9, mas ter a capacidade de desenvolver estas qualidades, faz dele um perfil único de avançado. Para nós tem trabalhado e melhorado muito, mas todos os créditos vão para ele por estar aberto a melhorar e a trabalhar nessas pequenas coisas. Às vezes – acho que já tinha mencionado isso em conferências anteriores – mesmo fazendo o trabalho que se costuma fazer nos sub-13 ou sub-14, no final do treino está sempre lá, a trabalhar nisto, durante a sessão de treino ou depois do treino, no trabalho com o André [Castro] e o Lucho [González]. É fantástico o trabalho que tem feito. Ele continua a ter aspetos a melhorar, mas, sem dúvida, está num bom caminho para ser um dos cinco melhores avançados do mundo.

