Ian Cathro analisou o duelo entre o FC Porto e o Estoril Praia, disputado no Estádio do Dragão, a contar para a 12.ª jornada da Primeira Liga.
Ian Cathro fez a análise do duelo da 12.ª jornada da Primeira Liga entre o FC Porto e o Estoril Praia. O encontro disputado no Estádio do Dragão terminou com o triunfo dos dragões por 1-0. O técnico dos estorilistas começou por dizer o seguinte:
«Não sabemos fazer outra coisa [que não jogar olhos nos olhos]. A minha escolha de vir para Portugal e trabalhar aqui era tentar fazer algo diferente. E foi ‘não vamos jogar com medo’. Infelizmente temos pontos que não refletem a qualidade que temos. Estou à espera de muitas palavras sobre o jogo [do FC Porto] de quinta-feira, jogadores cansados, que isso talvez tenha permitido ao Estoril ter bola, até porque jogam mais ou menos bem. Espero muito não seja assim. Nunca vou falar em justiça em função do resultado. A vida não é justa, eu sei. Mas tem de haver justiça na análise da qualidade do jogo e do trabalho dos jogadores. E espero que haja justiça nestas análises».
Ian Cathro falou sobre o Estoril Praia, do ponto de vista tático:
«Como disse antes do jogo: a minha responsabilidade aqui é tentar melhorar sempre. Vamos enfrentar outros adversários diferentes, com rotinas diferentes. Talvez tenhamos tentado jogar como um grande, mas não somos grandes. Não temos esses recursos. O que temos é muita humildade, muito trabalho durante a semana e capacidade para ajustar. E tirar o máximo do plantel e dos jogadores. É preciso ter um treinador com a capacidade de ser versátil para tirar o máximo dos jogadores».
Ian Cathro foi questionado sobre Rafik Guitane e disse o seguinte:
«Pode colocar mais cinco ou seis nomes aí… Percebo a pergunta, mas para mim seria absurdo não fazer isso. É difícil responder com outra explicação. Sou assim. Não consigo ver outro lado».
«Saio muito curioso para ver como é que as pessoas falam deste jogo. E sinceramente não quero ver notícias a falar do cansaço da equipa adversária, que permitiu ao Estoril crescer e fazer um jogo mais ou menos. Quero ler sobre a qualidade do nosso jogo e dos nossos jogadores», disse ainda Ian Cathro.
Ian Cathro falou sobre o momento tenso com Francesco Farioli logo após o apito final:
«Não… Queria dizer ao mister Farioli que fiquei mesmo impressionado com o trabalho dele. Não é nada fácil chegar aqui. Ele tem feito bons trabalhos antes e aqui está a fazer um trabalho excelente. Isso ficou óbvio. Mas quando lhe queria passar à frente, acho que ele sentiu que eu lhe tinha dado um empurrão. E depois começaram as discussões e não gosto quando alguém me toca na cara. Para mim é estranho. É uma coisa mais latina. Do outro lado, havia outras pessoas, e tenho alguns problemas com essas pessoas. Queriam intimidar-me e acho que fizeram um grande erro. Talvez não saibam que isso é impossível».

