Nas vésperas do encontro diante do Athletic, Iván Fresneda concedeu uma entrevista na qual abordou vários temas da atualidade do Sporting.
Iván Fresneda concedeu uma entrevista ao jornal AS, na qual abordou vários temas da atualidade do Sporting. O lateral espanhol começou por recordar a vitória frente ao PSG e fez ainda uma breve antevisão ao duelo diante do Athletic Bilbao.
«Sabíamos do atual potencial do campeão da Champions [o PSG], mas tínhamos de usar as nossas armas… Esse jogo demonstrou que somos muito completos Podemos ter posse e sentirmo-nos cómodos com a bola, mas também mudar esse registo – como foi o caso – e sermos mais defensivos. Agora chegamos a San Mamés… Podemos entrar nos outro primeiros, mas isso depende de terceiros. Temos de ganhar e esperar. O Athletic está a cair na liga, mas sei perfeitamente a grande equipa que são. Mesmo parecendo que não estão bem, são fortíssimos. Com o Valladolid nunca os consegui vencer e, admito, é uma espinha que me está encravada…»
O defesa de 21 anos falou ainda sobre o que será necessário fazer na segunda volta para o Sporting manter hipóteses de alcançar o tricampeonato:
«Se uma equipa quer ser campeã em Portugal tem de perder a menor quantidade de pontos. Temos que ser ainda melhores na segunda volta. A primeira não foi má, mas precisamos de mais. Temos de meter isso na cabeça para conseguir o objetivo, que é ganhar o tricampeonato. Vamos jogo a jogo. Também estamos na Taça, outro troféu que queremos vencer, tal como a época passada».
Questionado sobre a experiência do dérbi de Lisboa frente ao Benfica, Iván Fresneda referiu:
«Incrível. A competitividade das equipas que estão mais acima na liga é enorme e um dérbi é algo que mexe com muita coisa ao seu redor. Vive-se com muitíssima intensidade e é uma rivalidade lendária. É espetacular o que se vive, tanto em casa como fora. Os nossos adeptos acompanham-nos a todo o lado. Muitas vezes jogamos fora e eles fazem-nos sentir como se fosse Alvalade. Os meus amigos e a minha família ficaram loucos [quando assistiram pela primeira vez a um dérbi]. Talvez em Espanha não se tenha bem a noção da dimensão desse dérbi.»
Iván Fresneda deixou elogios a Rui Borges e recordou a primeira conversa com o técnico do Sporting:
«Chegou e falou comigo, num momento em que se falava que eu podia estar de saída, Estou-lhe eternamente agradecido. Vínhamos de resultados negativos e ele demonstrou muitíssima confiança; apostou em mim e eu correspondi no campo. Ensinou-me muito, tal como a sua equipa técnica».
O defesa de 21 anos abordou o momento positivo de Luis Suárez na temporada e comparou-o a Viktor Gyokeres.
«Dá-nos muito e chega em forma… Antes que me pergunte, ele e o Gyökeres são jogadores diferentes. Jogam na mesa posição, mas têm caraterísticas diferentes. Mas o Luis, tal como fez Gyökeres, está a fazer um grande trabalho em prol do Sporting. É superimportante»

