José Mourinho lança final four da Taça da Liga: «Ontem a equipa B foi prejudicada pelas necessidades da equipa A»

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José Mourinho fez a antevisão do Benfica x Braga da Taça da Liga. Águias estão na final four da competição que venceram na última época.

José Mourinho fez a antevisão do duelo da meia-final da Taça da Liga entre o Benfica e o Braga. O treinador colocou o foco na vitória no jogo e na revalidação de um troféu que as águias conquistaram na última temporada.

«Há sempre necessidade, não diria de reinventar, mas de adaptar. Vão-nos faltar opções de rotatividade, segundo jogador por posição. Vamos ter de fazer exercício. Se não há António Silva e há Tomás e Otamendi, obviamente o terceiro virá de baixo, no caso o Gonçalo Oliveira. Por aí fora. Agarramo-nos à equipa B e ao trabalho que fazemos por eles. Ontem a equipa B foi prejudicada pelas necessidades da equipa A. Obrigar o Veríssimo a tirar o Prioste e o João Rêgo prejudica a equipa B, mas vão estar no banco amanhã, não podiam jogar 90 minutos. Nesta colaboração, nasce a proteção aos problemas de lesão. Espero que as coisas fiquem por aqui e vamos recuperando e não perder ativos. É um mês com tantos jogos. Um jogador lesionado duas semanas não joga seis jogos. Não é fácil, mas vamos embora».

«Estamos numa situação em que nos conseguimos equilibrar. Dou o exemplo do Gonçalo Oliveira, vai estar no banco, está à porta. Podia dar mais exemplos. Sem o Enzo, o Prioste está à porta. Com Dahl, a porta está fechada para o Zé Neto entrar, mas se abrir, está perto da porta. Temos abordado os problemas da mesma maneira. O drama da lesão do Lukebakio foi abordado sabendo da importância que tinha na equipa e do jogador que é. Tentámos desenvolver a equipa noutra direção, internamente algumas lágrimas, mas passámos a ideia de encontrar soluções. A coisa está mais difícil, mas com a equipa B jogar na Segunda Liga, um campeonato com experiência aos mais jovens e dificuldades, é bom para o desenvolvimento. Têm uma preparação de bases já muito boa».

«Braga? As perceções de fora são legítimas e têm como base o que veem quando olham para o campo, mas muitas vezes não são coisas que os treinadores quiseram que acontecesse. Os jogos às vezes vão em direções que não querem. O Braga não entrou na segunda parte a querer defender por estar a ganhar 2-1, mas quem visse a segunda parte acharia que estava a defender o resultado. Se disserem que o Benfica depois do 1-0 tentou defender o 1-0 é errado, às vezes os jogos vão em direções que não se quer. Este jogo tem de terminar com vencedor, não é um jogo a pontos. Sem ter uma relação com o Carlos [Vicens], mas conheço o seu processo de formação, não acredito que vá tentar aguentar 90 minutos para chegar a penáltis. Tem tudo para ser um bom jogo».

«Despedimento de Ruben Amorim? Não é um fator de pressão para os treinadores em Portugal, não percebo porquê. Para mim não. Conheço bem a minha carreira no Manchester United e o motivo para sair. Quando saio do clube fecho a porta ou fecham-me a porta e não faço comentários nem analiso externamente o que aconteceu. Fecham-me uma porta e abrem-se outras, foi o que aconteceu no Manchester United. A história e números ficam lá, as três medalhas que ganhei vieram para casa. Os 14 meses que o Ruben lá esteve só ele poderá analisar, ele e o seu staff analisarão. Se ele o fará convosco e tornará pública a situação, já é uma coisa que desconheço».

«Conquista da Taça da Liga? É tudo muito hipotético. Não sabemos se vamos ganhar nem se chegamos à final, se a perdemos ou ganhamos. Não gosto de ver as coisas nesse sentido. Suficiente é fazer o que fazemos, chegar ao limite do que temos para dar como treinador, jogadores ou assistentes. Ponho sempre esse desafio a mim próprio. Mesmo depois da Taça da Liga, se hipoteticamente vencermos, não vou conseguir avaliar a época. Não é com 62 anos e 11 meses que vou mudar. Não consigo ser assim».

«Lesão de Enzo Barrenechea? Foi decidido tratamento conservador, não cirúrgico. Com tratamento cirúrgico a época acabava. Como precisamos dele e pela avaliação do departamento médico, há maneira de recuperar de forma mais conservadora, reforçando a área. Vamos ver. Pode ser que chegue ao FC Porto na próxima semana, senão ao Rio Ave. Amanhã não, uma eventual final também não».

«Manu Silva? Portas que se fecham e se abrem. Temos dois jogadores com estabilidade na primeira equipa na posição, o Manu Silva e o Aursnes. As opções estão ali. O Prioste tem meia dúzia de minutos na equipa principal, mas muitos minutos na B, a demonstrar maturidade e conhecimento. Treina connosco todos os dias, é jogador da equipa principal que vai à B e não o inverso. Está lá sem problema».

«Arbitragem? O presidente dos árbitros é a pessoa indicada para a análise. O debate público encerra uma dose maior de pressão. Imagino eu, como treinador, ver a minha equipa fazer um jogo horrível, não olhar para a imprensa nem ver o debate sobre os erros que cometi e a minha equipa. Dá maior estabilidade. Por outro lado, o debate público, o confronto e as perguntas dão um sentido de responsabilidade diferente porque te obrigam a enfrentar as coisas, os problemas que tiveste. Não sei o que será melhor ou não. Seria bom, e não é um autoelogio, é seguir a minha persptiva. Antes dos jogos todos os árbitros são bons, competentes, honestos. Vamos confiar neles, dar-lhes confiança. Não estou a fazer teatro. Todos os árbitros que possam arbitrar o Benfica são bons. Depois do jogo, em função da performance, são bons ou mãos, com boas decisões ou não. Vamos sempre analisar, mas dá para perceber que há muitas situações analisadas por experts ou hipotéticos, em que não há unanimidade. Há penáltis assinalados com comentadores que dizem que é ou não é penálti. Neste tipo de situação digo: “Porque é que o VAR perturba o funcionamento natural do jogo”. O VAR ajuda em situações claras e inequívocas. Aí, qualquer árbitro fica feliz, muda a decisão e saímos felizes. O que me perturba são as situações duvidosas, dão origem a que se fale muito durante a semana».

«Possível presença na final? Não olho para as coisas desta maneira. Se calhar nem jogo a final da Taça da Liga. Já aí há um se. Se jogar, posso ou não ganhar. Não gosto de ir na situação do hipotético. Estou habituado a jogar finais, a ganhar muitas, perdi algumas. Dá-me know-how, estabilidade emocional, mas não ajuda a ganhar ou não ganhar. São coisas independentes. Por ter ganho tanta coisa, não me retira apetite a continuar a ganhar. Continuo igual».

«Gestão na Taça da Liga em função da Taça de Portugal [FC Porto]? Não temos condições para pensar em gestão. Os jogos marcados, Braga e FC Porto, no meio eventualmente a final, são jogos que não dão espaço a pensar em rotatividade, principalmente a meia-final. Podemos jogar a final ou ir para casa. A situação do Aursnes, apesar de estar só ele na situação limite, é irmos com tudo até onde der. Não temos condições para rotatividade, não há réplicas. Vamos como vamos, até ao limite. Contra o FC Porto podemos ter mais 30 minutos e dois dias depois jogamos com o Rio Ave. Se olharmos nessa perspetiva, com as ausências, não temos condições. Tem de ser jogo a jogo. Amanhã o Aursnes joga a titular, se tivermos jogo no sábado logo se vê se pode jogar».

«Historial? Não influencia, não de todo».

«Ausência de Samuel Soares? Não vai haver rotatividade [Trubin titular]».

«Regresso a Leiria? É igual jogar em Leiria ou noutro sítio».

«Ganhar um primeiro troféu para o Benfica? Pessoalmente, 26 ou 27 não muda grande coisa. Gostava muito que acontecesse. Para o Benfica, mais ou menos um troféu não muda a história. Agora, a alegria dos adeptos e um grupo que merece muito é o que cativa a ambição para conseguir. Olho para este grupo como um grupo muito bom, com gente boa e amiga. Não criam um único problema, grupo solidário, com grande dedicação. Por eles é que gostava de ganhar o troféu».

O Benfica x Braga joga-se esta quarta-feira, dia 7 de janeiro. O duelo tem apito inicial marcado para as 20h.

Diogo Ribeiro
Diogo Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
O Diogo tem formação em Ciências da Comunicação, Jornalismo e 4-4-2 losango. Acredita que nem tudo gira à volta do futebol, mas que o mundo fica muito mais bonito quando a bola começa a girar.

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