Liam Rosenior realizou a sua primeira conferência de imprensa como técnico do Chelsea e mostrou-se confiante nas suas próprias capacidades.
O novo técnico do Chelsea, Liam Rosenior, deu a sua primeira conferência de imprensa ao comando dos blues. Em preparação para o encontro com o Charlton na Taça de Inglaterra, o inglês de 41 anos abordou vários temas, incluindo a confiança nas suas próprias capacidades e a pressão de treinar na Premier League.
Liam Rosenior começou por refletir sobre a experiência no Estrasburgo:
«Quando cheguei ao Estrasburgo, fui gozado, alvo de chacota na comunicação social em França e diziam que a minha equipa iria acabar em último lugar. Eu era um ninguém vindo de Inglaterra e acabámos a apenas três pontos dos lugares de acesso à UEFA Champions League. O ruído é apenas ruído. Não o prometo, mas estou a trabalhar nesse sentido e acredito firmemente que podemos ser muito bem-sucedidos aqui. O meu tempo no Estrasburgo foi o melhor da minha carreira profissional, agora pretendo aproveitar o meu tempo aqui»
De seguida, sublinhou a mensagem que tentou passar ao plantel nas primeiras interações:
«Disse aos jogadores para se concentrarem em ganhar o próximo jogo. É assim que construímos uma série de bons resultados. O talento que temos, o compromisso com algo novo, há sinais muito positivos. O potencial deste clube é ilimitado, e eu não vou limitar o que é ilimitado».
O técnico do emblema londrino falou também sobre o facto de chegar a um cargo deste nível tão cedo na carreira:
«Acabei de dizer que não se devem limitar as ambições. Não sou arrogante, mas sou bom naquilo que faço. Em todos os cargos que desempenhei, quer como treinador interino ou adjunto, fui sempre bem-sucedido. Sempre quis estar num clube como este. Ninguém pode garantir vitórias ou sucesso, mas trabalhei muito e durante muito tempo para o alcançar».
O inglês revelou ainda as suas influências na profissão, começando pelo seu pai, Leroy Rosenior:
«Cresci com o meu pai. O meu pai era treinador e era obcecado por futebol e, por isso, eu também era. O Milan de Arrigo Sacchi. O Ajax e o Barcelona de Louis van Gaal. O meu pai incentivou-me sempre a ver equipas do estrangeiro, porque gostava de as ver jogar, e isso influenciou-me e influenciou o meu estilo de jogo atual. Luis Enrique — tive a sorte de jogar contra ele em França; Roberto De Zerbi. Pep Guardiola tem sido um dos meus heróis e agora vou poder defrontá-lo. Trata-se de ter respeito, mas nunca ao ponto de pensarmos que não podemos ter sucesso».
Por fim, o inglês descreveu a pressão de treinar na Premier League como um «privilégio»:
«Sou muito afortunado por trabalhar com jogadores excecionais e ser bem pago. A pressão é um privilégio e há tantas pessoas no mundo que gostariam de estar no meu lugar, quero lembrar-me sempre disso»

