Liam Rosenior refletiu sobre a segurança do seu cargo no comando técnico do Chelsea e admitiu que Enzo Fernández fez falta na derrota frente ao Manchester City.
O Chelsea foi derrotado por 3-0 na receção ao Manchester City, num jogo importante para a corrida aos lugares de acesso à Champions League. Após o encontro, Liam Rosenior começou por refletir sobre o projeto que quer implementar em Stamford Bridge, admitindo que entende a pressão colocada sobre si:
«É óbvio que estou aqui e que preciso de vencer neste momento. Este é um grande clube de futebol. Quando cheguei, nunca pedi muito tempo, porque compreendo este clube, compreendo as tradições e a história deste clube. Gostaria de ter esse tempo, porque estou confiante de que, nesse período, é possível criar algo muito, muito especial».
De seguida, relembrou que chegou ao Chelsea a meio da temporada e utilizou os exemplos de grandes treinadores que tiveram um ano completo para montar o seu elenco:
«Mesmo alguém tão experiente como o Pep (Guardiola) ou o Jürgen Klopp, quando conquistaram os títulos que conquistaram no Liverpool, tiveram um ano para organizar as coisas. Eu cheguei em janeiro. Não é uma desculpa, é uma realidade. Preciso de vencer agora e é nisso que vou concentrar-me».
O técnico assegurou que a sua posição está, pelo menos para já, segura, revelando que já planeia o ataque ao mercado de verão com o clube:
«Mesmo na última semana, tivemos muitas conversas detalhadas sobre o que precisamos de fazer a partir da janela de transferências de verão. Falamos sobre todos os diferentes aspetos do jogo – preparação física, técnica, questões posicionais. São todos temas que estamos a debater e sabemos o que queremos melhorar e em que áreas queremos melhorar durante o verão».
Questionado sobre a possibilidade do castigado Enzo Fernández ter feito a diferença na derrota frente ao Manchester City, Liam Rosenior respondeu:
«Talvez, olhando para trás. É sempre fácil ver as coisas com clareza depois de tudo ter acontecido. O Enzo é um jogador de topo e, sinceramente, é uma figura de destaque. Estou ansioso por tê-lo de volta na próxima semana».
Explicou também a razão por detrás da suspensão do médio argentino e esclareceu o estado atual da situação:
«Às vezes, tomamos decisões não com base no curto prazo, mas sim com base no que queremos ver a longo prazo. Foi uma decisão de longo prazo que eu, os diretores e o clube, em conjunto com o grupo de jogadores líderes que formámos, tomámos para garantir que os nossos valores e a nossa cultura, a longo prazo, estejam no caminho certo. Mas o Enzo está agora livre de preocupações. Ele teve as conversas que precisava de ter, tem sido fantástico nos últimos dias a apoiar-me a mim e à equipa, e mal posso esperar para o ter de volta ao plantel.».

