A pressão sobre Luís Castro no Grémio continua a aumentar, depois de conseguir apenas uma vitória no espaço de um mês.
O Grémio chegou, na madrugada deste domingo, aos cinco jogos consecutivos sem vencer em todas as competições, com um empate na visita a Internacional. Após o encontro, Luís Castro admitiu entender que a pressão sobre si continua a aumentar mas reforçou que o desenvolvimento de um projeto não se concretiza de um dia para o outro:
«Todos os projetos se sustentam em resultados. Sei que o imediatismo da sociedade e aquilo que todos os gremistas querem são resultados imediatos. Não há hipótese. Nenhuma casa cresce em 15 dias ou um mês e vai lá a gente viver dentro. O projeto demora tempo a fazer. Sei que queriam que fosse diferente, eu também quero que seja diferente, eu também quero resultados, mas não existe isso».
O técnico português referiu que se manterá fiel às suas características:
«Sempre senti o conforto dela (direção), na pessoa também do Sr. Antônio Dutra (vice de futebol). Não vou pôr em causa sequer, mas é uma coisa que, ao longo da minha vida, não me preocupei se está sustentado ou não, senão já tinha caído há muito tempo. A minha marca é determinação, resiliência, agarrar e abraçar todos os desafios que tenho pela frente. Essa é a minha marca».
Por fim, deixou fortes críticas ao calendário:
«O trabalho do dia a dia não existe. Não posso dizer as coisas de outra forma. O trabalho é feito através de vídeo. Nós não conseguimos levar os jogadores com uma sequência de jogos como nós temos. E é uma sequência de jogos loucos. Daqui a dois dias já estamos a jogar outra vez. O que é que eu vou trabalhar daquilo que nós erramos hoje para o próximo jogo? Impossível. Tenho dois dias para recuperar e para pôr uma equipa em campo outra vez».

