Mateus Fernandes revelou que recomendou o Sporting a Luís Guilherme, falou da qualidade de Rafik Guitane e refletiu sobre o sonho de estar no Mundial 2026.
Mateus Fernandes tem vindo a crescer no West Ham de Nuno Espírito Santo, destacando-se cada vez mais numa equipa que precisa toda a ajuda que conseguir. Numa entrevista à DAZN, o capitão da seleção nacional sub-21 revelou que ajudou na transferência de Luís Guilherme para o Sporting, refletiu sobre o potencial de Rafik Guitane e abordou a possibilidade de estar na convocatória para o Mundial.
O médio começou por falar sobre a forma como influenciou Luís Guilherme a rumar ao Sporting:
«Sim, óbvio que sim. Ele na altura falou-me do interesse do Sporting. Óbvio que ficou super entusiasmado. Tentei o orientar logo em termos de casa, de como é que era o dia-a-dia em Portugal, mesmo a pressão dos adeptos, como era a Liga. Para mim, e como eu lhe disse, acho que a Liga Portuguesa na Europa é o melhor campeonato para um jovem que precisa de confiança ou precisa de minutos. Porque jogando num Sporting ou num grande, tu vais estar sempre com bola, vais ter muitos momentos de finalização, vais ter muitos momentos de ataque. Ou seja, é algo que tu podes vir a ganhar. Ele também não fez ainda um golo. Ou seja, é algo que vai ajudar muito em termos da confiança. E depois também é a língua. É uma língua que ele conhece, a cultura é praticamente a mesma, o balneário é um balneário fantástico também, o clube neste momento tem todas as condições para os jogadores. Portanto, eu disse-lhe, se tivesse mais essa oportunidade em cima da mesa, nem penso duas vezes. Ele não pensou e agora está lá».
De seguida, Mateus Fernandes referiu que o seu antigo colega do Estoril tem toda a qualidade necessária para um dia jogar na Premier League:
«Tenho a certeza que quem mais beneficiava disso são os clubes ditos mais pequenos. Eu tive a sorte de ter jogado no Estoril, e eu, com a minha passagem por Inglaterra, confirmo que há jogadores que na altura no Estoril também encaixariam talvez na Liga Inglesa. Acho que a diferença é mais em termos de intensidade. Ou seja, é algo que tu também aprendes a ganhar. Trabalhas para ganhar. Não é tanto em termos técnicos ou táticos. Aliás, eu trabalhei com melhores jogadores técnicos do que aqui em Inglaterra. Por exemplo, o Rafik Guitane é um jogador que eu falo hoje aos meus colegas, aqui os franceses, que toda a gente conhece. Ou seja, um jogador com muita qualidade. Um jogador que se tiver mais consistência podia estar em patamares mais elevados. Agora cabe também a ele dar essa consistência. E como nós temos vindo a ver, o Pablo chegou e obviamente que há uma grande diferença em termos de intensidade e de massa muscular e de duelos, mas ele adaptou-se rapidamente. Não foi preciso os dois ou três meses de adaptação. Ele veio, percebeu o momento da equipa, percebeu o treinador, o que é que nós precisávamos e adaptou-se rapidamente e está-nos a ajudar imenso».
Por fim, abordou a sua intenção de integrar a seleção de Portugal no Mundial 2026:
«Sim, é um objetivo que eu tenho para mim e foi um dos objetivos que lancei para mim mesmo ao longo desta época, que era manter a consistência para poder estar entre os eleitos para ir ao Mundial. Acho que a nossa seleção neste momento é uma das melhores seleções do mundo, a qualidade é inegável no plantel. E portanto cabe-me a mim mostrar qualidade e consistência e que possa acrescentar à seleção. Como não vou à equipa A, nos Sub-21 tento fazer o meu trabalho. Também é um trabalho que tem sido muito positivo. Tem sido muito prestigiante ser o capitão dos Sub-21. É algo que eu nunca tinha sido na seleção. Também me dá uma estabilidade diferente, quando cheguei lá era o mais novo, agora talvez seja o mais velho e passo alguns ensinamentos aos mais novos. Portanto, eu tento olhar para as coisas positivas. Se for aos Sub-21 vou de muito bom grado, ajudar os meus colegas, e se for à Seleção A então é um sonho e não há muito que possa descrever esse momento».

